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Na Baixa da BanheiraMário Soares incentiva socialistas do Concelho a “levar a água ao seu moinho”

A candidata do PS à Câmara Municipal da Moita, Eurídice Pereira, referiu que provavelmente muitos ter-se-ão perguntado porque é que Mário Soares veio ao Concelho da Moita. E a resposta é a seguinte: “Nós, Socialistas no Concelho Moita, queremos e vamos levar a água ao nosso Moinho e o Mário Soares foi a 1ª figura que nos veio à ideia quando procurámos encontrar alguém que melhor traduzisse a nossa determinação, a nossa vontade e a nossa capacidade de vencer.”

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Na Baixa da Banheira Mário Soares incentiva socialistas do Concelho a “levar a água ao seu moinho”

Por Jornal Rostos

O Concelho da Moita e particularmente a Baixa da Banheira respondeu presente. Foi um Fórum Cultural completamente cheio que ´marcou o “Encontro com Mário Soares”, numa iniciativa promovida pelos Socialistas Concelhios no âmbito do ‘Fórum Por um Concelho Melhor’.
Num registo intimista, o palco conheceu a presença de. Mário Soares e de. Eurídice Pereira, candidata dos Socialistas à Câmara Municipal da Moita.
A líder dos socialistas iniciou o Encontro servindo-se de uma recente entrevista de. Maria Barroso no jornal “A Capital” na qual a jornalista afirmava: “A sensação que dá é que mesmo que não fosse político, Mário Soares seria sempre o centro das atenções noutra qualquer actividade”, ao que Maria Barroso retorquiu: “É verdade. Ele tem uma capacidade de comunicação com as pessoas, exerce um certo fascínio quando fala”. Em seguida introduziu o convidado, lançando-lhe um desafio: “Dr. Mário Soares, como um homem de luta, com um percurso ímpar, uma história riquíssima, sente que levou a água ao seu Moinho?”.

Uma viagem pela história

Mário Soares, tomando a palavra, começou por se situar na dura batalha que travara na década de 70 com a necessidade imperiosa que Portugal, nação colonizadora, conhecera de terminar com as cruentas guerras de África, tendo a esse propósito concluído: “O caminho que tomámos concedendo a auto-determinação a esse povos foi a opção correcta. Hoje temos nações fraternas, criámos em conjunto a CPLP, temos investido como nunca nas nossas ex-colónias e somos hoje muito mais ricos do que quando tínhamos colónias. Sinto pois, que, neste caso, se levou a água ao Moinho.” E prosseguiu: “No plano interno havia que lutar pela realização de eleições, embora em muitos locais, como no Concelho da Moita, houvesse quem entendesse que as eleições eram um travão para a revolução. O que é certo é que a evolução democrática prosseguiu, com lutas difíceis, mas habituámo-nos a discutir sem ser à pedrada”, afirmou, encerrando o capítulo com o facto de a História te-lo, então, conduzido a Primeiro Ministro de Portugal.
“Levei a água ao moinho, mas não fui eu, foi o PS, e acima dele foram os portugueses que elegeram o governo socialista num clima politicamente quente, mas já democrático”, relembrou. E continuou Soares, com a frescura de um jovem: “Tínhamos os objectivos fixados na necessidade de tornar Portugal um País moderno, com uma crescente justiça na repartição de rendimento entre a população, com a criação de condições para as pessoas terem casa própria, etc. E foi com esse fim em vista que pedimos a adesão de Portugal à, então, CEE. Agora, 20 anos depois, somos um país melhor, com dificuldades, é certo, mas um país integrado no pólo mais desenvolvido do mundo em termos tecnológicos, económicos e sociais. Afinal os americanos só superam os europeus no campo militar”.
“Em suma, sim, creio que levei também aqui a água ao meu moinho. Veja que, na vida, tenho conseguido coisas bestiais: até consegui essa coisa extraordinária que foi o facto de mesmo os que me agrediram terem votado em mim”, enfatizou.

Uma situação difícil

Voltando-se para o presente, Mário Soares, pronunciou-se ainda sobre a actuação do governo liderado pelo Engenheiro Sócrates: “Hoje temos uma situação difícil, mas que se pode resolver, desde que saibamos o que queremos e para onde vamos. Afinal, já ultrapassámos momentos bem mais difíceis do que o actual. Penso que o nosso Governo está empenhado em fazer algo de bom. Estão a vontade e a coragem com que assumiram a realidade merecem o nosso aplauso”.
Em jeito de últimas considerações, Mário Soares cometeu a ´inconfidência´ de partilhar com a atenta audiência o que considera serem as suas duas boas virtudes: “Creio que ser mais ou menos inteligente é secundário, agora creio que a coragem e o carácter são mais importantes e difíceis de possuir em Portugal. Sempre me perguntei porque é que estando geralmente rodeado de sumidades no secretariado do PS, como é que podia ser eu o secretário-geral? E a razão era esta: é que quando havia barulho, havia um primeiro que avançava…”, disse, algo em jeito de graça.

Levar a água ao Moinho

A fechar o Encontro, a candidata do PS à Câmara Municipal da Moita, Eurídice Pereira, teve oportunidade de dar nota que “ provavelmente muitos ter-se-ão perguntado porque é que o Dr. Mário Soares veio ao Concelho da Moita. E a resposta é a seguinte: Nós, Socialistas no Concelho Moita, queremos e vamos levar a água ao nosso Moinho e o Mário Soares foi a 1ª figura que nos veio à ideia quando procurámos encontrar alguém que melhor traduzisse a nossa determinação, a nossa vontade e a nossa capacidade de vencer. Por profunda convicção vos asseguro, no Concelho da Moita vamos mesmo levar a água ao nosso Moinho!”




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