Ex-internacional portuguêsCarlos Gomes morreu no Barreiro
Por Rostos Desporto
Carlos Gomes protagonizou uma das carreiras mais atribuladas do futebol português e, cobiçado pelo Benfica, Real Madrid ou Barcelona, o guarda-redes rumou do Barreirense ao Sporting, tendo trabalhado também nos espanhóis do Oviedo e Granada e nos marroquinos do Tânger. O ex-internacional foi campeão nacional em 1951/52, 52/53, 53/54 e 57/58, conquistou também uma Taça de Portugal ao serviço do Sporting e, depois de ter sido suplente de Azevedo, alinhou ao lado dos míticos "cinco violinos" leoninos.
Acusado de violação por uma rapariga empregada nos seus negócios de fotografias, Carlos Gomes fugiu para o exílio, tendo sido convidado pelo rei de Marrocos para mudar a nacionalidade e tornar-se muçulmano. Rejeitou o convite e, depois de finalizar a carreira, em 1963, continuou como treinador, passou pela Argélia e Tunísia, radicando-se depois em Espanha, país onde ainda possuía negócios de hotelaria.
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) decretou, entretanto, um minuto de silêncio nos jogos do último fim-de-semana, em memória do antigo guarda-redes internacional português que, curiosamente, vestia sempre de preto, em sinal de luto pelo facto do futebol português estar nas mãos de doutores, afirmou um dia.
Cláudio Delicado










