Faleceu a poetisa barreirenseMaria Helena Bota Guerreiro
Ao longo da sua vida foi galardoada com dezenas de prémios em vários Jogos Florais, por todo o país, sendo um nome de referência nos Encontros de Poesia, onde cultivou amigos, pelo seu encanto de declamadora e pela beleza dos seus textos.

Por Jornal Rostos
Faleceu, hoje, dia 14 de Fevereiro, Maria Helena Bota Guerreiro, poetisa barreirense, nascida numa casa no Páteo Albers, perto da Câmara Municipal do Barreiro.
Ao longo da sua vida foi galardoada com dezenas de prémios em vários Jogos Florais, por todo o país.
Escreveu os seus primeiros versos tinha dez anos.
Publicou obras poéticas e integrou diversas colectâneas de poesia. Em 1967 editou o seu livro “Brisas e Nortadas”, que foi muito elogiado pela critica.
“É um talento poético de elevada sensibilidade” – refere Armando Silva Pais, no texto que dedica a Helena Bota Guerreiro, na sua obra “Barreiro Contemporâneo”.
Na foto que editamos, Maria Helena Bota Guerreiro, usando a palavra, no decorrer da sessão evocativa do Cinquentenário da inauguração do Ginásio-Sede do Futebol Clube Barreirense, seu clube do coração.
Por Amor
Quando em nós nasce o amor é intenso
que mais não vemos que essa luz divina.
E faz da nossa alma peregrina,
caminho, às vezes, dum calvário imenso.
Tem o perfume do mais raro incenso.
Marca o destino, a boa ou má sina.
Poderoso senhor que nos domina,
o deus e o carrasco a quem pertenço.
Mas não amar é junto à dor ter mágoa,
implorar no deserto a gota de água,
ter fome aonde todos negam pão.
Façam do amor, caminho dos seus passos.
Por amor tem-se o peito em mil pedaços
e ainda dá-se inteiro o coração!
Maria Helena Bota Guerreiro
A equipa do jornal “Rostos” expressa à família e amigos de Maria Helena Bota Guerreiro, o sentido pesar.










