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Montijo recebe Edmundo PedroUm dos primeiros presos do Tarrafal

A Câmara Municipal de Montijo e a Âncora Editora apresentam dia 1 de Junho (sexta-feira), às 18 horas, na Galeria Municipal o livro “Memórias – Um Combate pela Liberdade”, de Edmundo Pedro, um dos primeiros presos políticos do Tarrafal.

A obra será apresentada por Jorge Coelho e contará, ainda, com a participação de Edmundo Pedro, Batista Lopes, da Âncora Editores, e de Maria Amélia Antunes, presidente da Câmara Municipal de Montijo.

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Montijo recebe Edmundo Pedro Um dos primeiros presos do Tarrafal

Por Jornal Rostos

Edmundo Pedro nasceu a 8 de Novembro de 1918, no Samouco, Alcochete.
Filho de um casal de militantes comunistas, Margarida Tavares Ervedoso e Gabriel Pedro, cedo entrou na luta política contra a ditadura de Salazar.
Aos 15 anos foi condenado pelo Tribunal Militar Especial a um ano de prisão e à perda de direitos políticos por cinco anos.

Após a sua libertação, é eleito para a direcção da Juventude Comunista com Álvaro Cunhal e outros militantes.
Detido de novo no início de 1936, com apenas 17 anos, foi deportado, junto com o seu pai, para o campo de concentração do Tarrafal, onde permaneceu nove anos.
Militante activo na campanha presidencial do general Humberto Delgado em 1958.
Em Janeiro de 1962 participou na tentativa insurreccional de Beja, vindo a cumprir mais quatro anos de prisão.

Até ao advento da democracia, mantém intensa actividade política na luta contar o regime ditatorial.
Em Setembro de 1973, a convite de Mário Soares, adere ao Partido Socialista.
Após o 25 de Abril, no primeiro congresso do PS efectuado na legalidade, é eleito para a comissão nacional, e, em seguida, para a comissão política e para o secretariado nacional.

Foi dirigente do PS durante cerce de 15 anos, responsável pela área da segurança, tendo-lhe sido confiadas armas, por militares democratas, para a defesa da jovem democracia, situação que com toda a injustiça lhe trouxe graves consequências pessoais.
Organizador com outros dirigentes do PS das grandes manifestações de 1975, com destaque para a de 19 de Julho na Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa, que contribuíram decisivamente para a consolidação do regime democrático.
Eleito deputado À Assembleia da República pela primeira vez em 1976, integrou este órgão de soberania durante onze anos.
Presidente da RTP, entre 1977 e 1978, exerceu, na então única estação televisiva, um magistério de influência no sentido do pluralismo político essencial à afirmação dos valores e princípios do Estado democrático.

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