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Comemorações em SetúbalSebastião da Gama "um anjo de protecção da Arrábida”

“Um anjo de protecção da Arrábida”, foi como a viúva de Sebastião da Gama se referiu ao poeta e pedagogo, homenageado, numa sessão solene, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, em Setúbal.

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Comemorações em Setúbal Sebastião da Gama "um anjo de protecção da Arrábida”

Por Jornal Rostos

Joana Gama recordou alguns momentos da vida de Sebastião da Gama e os pedidos que o poeta fez em defesa da Arrábida. Nesse sentido, recordou o sentido de protecção que o poeta tinha ao caminhar pelos caminhos de cabra da serra em que dizia a quem o acompanhava: “Não pisar plantas, nem apanhar flores.”
Estes aspectos foram recordados nas comemorações do 84.º aniversário do nascimento de Sebastião da Gama e do Dia Municipal da Arrábida, o que, na opinião da viúva do autor de “Serra-Mãe”, tornou a homenagem ”muito significativa”, acrescentou a viúva do poeta.

A presidente da Câmara Municipal, após referir vários momentos da vida e obra do poeta, apontou que “sem o apoio de Joana Gama não seria possível conhecer a poesia de Sebastião da Gama”.
Maria das Dores Meira referiu-se a Sebastião da Gama como um “grande poeta da literatura portuguesa” e “voz pioneira” na defesa da Arrábida.
O vereador Rui Higino falou sobre a “Intervenção de Sebastião da Gama na preservação da Arrábida”, salientando que a criação do Dia Municipal da Arrábida tem como “principal objectivo dar o merecido destaque à Arrábida como património natural inestimável e alertar para todas as atrocidades ambientais” de que a serra tem sido alvo e que é necessário chamar a atenção da opinião pública.
Rui Higino referiu-se a Sebastião da Gama como “um dos grandes embaixadores e defensores da Arrábida” e afirmou que, se o poeta ainda fosse vivo, “sentiria mais do que qualquer outro as agressões de que a serra é vítima e mais do que ninguém se levantaria em sua defesa”.

Nicolau da Claudina, antigo aluno do poeta e a quem coube falar sobre a “Pedagogia de Sebastião da Gama, frisou que o homenageado era um pedagogo que “nasceu para ensinar” e que era um professor “diferente”.
Recordou que, ao contrário do que acontecia com outras aulas, as de Sebastião da Gama os alunos aguardavam “ansiosos, pois era uma aula em que apetecia estar”. Acrescentou que “Sebastião da Gama era visto pela turma como um amigo mais velho que também falava com os alunos sobre problemas da juventude”.
Nicolau da Claudina garantiu que o seu percurso de vida não seria o mesmo se não tivesse conhecido Sebastião da Gama, que classificou de “ídolo”.

Ruy Ventura, professor e ensaísta, quando falava sobre a “Poesia de Sebastião da Gama e a Arrábida”, referiu-se ao homenageado como “um poeta integral e que não pode ser confinado apenas ao título de poeta da Arrábida”. Acrescentou tratar-se de um “poeta intenso e que não recusava qualquer forma de expressão da poesia”.
A sessão, que contou com a presença de amigos, alunos e conhecedoras da obra de Sebastião da Gama e representantes da Associação Sebastião da Gama, incluiu momentos de poesia, por Fernando Guerreio e Maria Clementina, e de música, com o pianista António Laertes e a violinista Inês Vieira

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