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Cidade com Rostos

Carlos Moreira – Apresenta tese de Mestrado sobre“Evolução sócio demográfica do Barreiro nos últimos trinta anos do século XX"

. O crescimento da população conduziu à urbanização de zonas rurais

“Evolução sócio demográfica do Barreiro nos últimos trinta anos do século XX” foi o tema apresentado por, Carlos Moreira, no dia 17 de Abril, na sua dissertação para obtenção do grau de Mestre em Estatística e Gestão de Informação.
Carlos Moreira, assessor da Câmara Muncipal do Barreiro, do Vereador Joaquim Matias, apresentou a sua tese de Mestrado no Instituto Superior de Estatística e Gestão de Informação da Universidade Nova de Lisboa.

“Diminuição da população Barreirense não veio resolver o problema do desemprego” – sublinha Carlos Moreira, na sua tese de Mestrado, onde acrescenta – “sendo o desemprego, um dos principais problemas do Barreiro é necessário criar meios para a resolução desta grave situação, pelo que se considera importante preencher os cerca de trezentos hectares do Parque Empresarial da Quimiparque com actividades transformadoras, que respeitem o ambiente e dar nova vida ao pólo ferroviário do Barreiro.”

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Carlos Moreira – Apresenta tese de Mestrado sobre “Evolução sócio demográfica do Barreiro nos últimos trinta anos do século XX"

Por Jornal Rostos

Segundo sublinha Carlos Moreira na sua dissertação : “Este trabalho tem como tema a evolução sócio demográfica do Concelho do Barreiro nos últimos 30 anos, período compreendido entre os censos de 1970 e 2001, bem como as repercussões que teve nas opções tomadas, nomeadamente na capitação prevista no Plano Director Municipal do Barreiro.
O período de trinta anos tenta reflectir as mudanças ocorridas na sociedade portuguesa com a Revolução de Abril de 1974, o processo de nacionalizações de grandes empresas, o desaparecimento de grandes empresas nacionalizadas dos anos oitenta e noventa; factos que condicionaram a variabilidade e distribuição da população Barreirense, a sua actividade e dinâmica no território Concelhio.”

O crescimento da população conduziu à urbanização de zonas rurais

“O crescimento da população conduziu à urbanização de zonas rurais, longe do centro da cidade, implicando uma maior necessidade da criação de infra-estruturas. Se o Plano Director Municipal do Barreiro tivesse previsto um crescimento programado, as áreas disponíveis para urbanizar seriam menores e eventualmente junto ao núcleo urbano consolidado, permitindo o crescimento de coroas em torno desse mesmo núcleo e possivelmente uma revitalização e requalificação das áreas urbanas mais antigas.
Se o crescimento demográfico ocorrido, nos últimos 15 anos, fosse o limite definido no PDM do Barreiro (duzentos e dez mil habitantes), seriam muitas as influências ao nível territorial, implicando a necessidade de mais equipamentos e infra-estruturas. No entanto, se o tecto definido no Plano Director Municipal do Barreiro para o crescimento populacional tivesse sido cento e vinte mil habitantes, destinando uma menor área do concelho a ser urbanizado, o Barreiro também seria diferente do que é actualmente, levando a uma revitalização dos núcleos históricos, ou o custo do metro quadrado urbanizável a atingir valores muito elevados.” – salienta Carlos Moreira.

Intervir vantajosamente no planeamento e ordenamento do território

“No contexto apresentado, entendeu-se elaborar um estudo que permita impulsionar o conhecimento do concelho do Barreiro, identificando os seus problemas de modo a intervir vantajosamente no planeamento e ordenamento do território, a contribuir na construção de uma sociedade justa e de uma vivência urbana sustentável.” – sublinha a finalizar Carlos Moreira, no sumário de apresentação da sua tese de Mestrado.

Encontrar uma forma justa e sustentável de gerir o território concelhio

“O PDMB encontra-se em revisão desde 2004, estando neste momento a serem analisados os dados recolhidos, bem como os resultados a que chegou a equipa de trabalho. Esta revisão pretende, tal como para a generalidade das revisões dos Planos Directores Municipais, encontrar uma forma justa e sustentável de gerir o território concelhio, criando equilíbrio entre espaço urbanizável, espaço agrícola e espaço ecológico.” – sublinha Carlos Moreira.

Barreiro assistiu nos anos sessenta e setenta a um crescimento urbano muito grande

“O Barreiro assistiu nos anos sessenta e setenta a um crescimento urbano muito grande, mas onde não foi assegurada a construção de infra-estruturas, espaços de lazer e equipamentos que oferecessem qualidade de vida à população do concelho. Após o 25 de Abril de 1974 foi feito um grande esforço por parte do poder autárquico para a construção de infra-estruturas, espaços de lazer e equipamentos em falta. Também a partir dos anos sessenta assiste-se à construção ilegal, acompanhada pelo parcelamento de prédios rústicos, loteados de forma ilícita, gerando aglomerados populacionais que se viriam a denominar áreas urbanas de génese ilegal (AUGI) e que ainda hoje estão a ser reconvertidas. Nos anos oitenta, no Barreiro, fruto de sucessivas recessões económicas e do desaparecimento de milhares de postos de trabalho, não houve grande dinâmica na construção civil. Nos anos noventa, paulatinamente, foram nascendo novos aglomerados populacionais, uns no perímetro da cidade, outros em zonas que outrora foram terrenos agrícolas. No nosso século continuou a expansão desconcentrada de urbanizações, um pouco por todo o Concelho.” – sublinha.

Diminuição da população Barreirense não veio resolver o problema do desemprego

“A população do Barreiro aumentou até aos anos oitenta, tendo atingido cerca de oitenta e oito mil habitantes em 1981, no entanto, desde essa altura até ao último censo (2001) a população tem vindo a diminuir, como consequência da menor atractividade do concelho, provocada pela quase extinção de grandes pólos de emprego – a Quimigal e o Pólo Ferroviário do Barreiro. A população do Barreiro, que na sua maioria trabalhava no concelho e em actividades transformadoras, actualmente, trabalha fora do concelho em actividades terciárias.
A diminuição da população Barreirense não veio resolver o problema do desemprego, uma vez que o Barreiro apresenta actualmente uma das maiores taxas de desemprego de Portugal, sendo este um dos principais problemas do Concelho. Sem emprego, o Barreiro ficou sem capacidade de gerar riqueza, não permitindo uma melhor qualidade de vida para a sua população.
Sendo o desemprego, um dos principais problemas do Barreiro é necessário criar meios para a resolução desta grave situação, pelo que se considera importante preencher os cerca de trezentos hectares do Parque Empresarial da Quimiparque com actividades transformadoras, que respeitem o ambiente e dar nova vida ao pólo ferroviário do Barreiro. Ao alcançar estes objectivos, o concelho tornar-se-ia mais atractivo, proporcionando mais emprego e melhores condições de vida.” – salienta Carlos Moreira.

Um contributo na revisão do PDMB

“Este trabalho pretende ser um contributo na revisão do PDMB, concebendo o futuro a partir da actual experiência, com controlo de variáveis. Estas variáveis poderão ser: a nova travessia do Tejo, o reaparecimento de actividades transformadoras no Barreiro, a revitalização do pólo ferroviário do Barreiro, as novas ligações terrestres e fluviais entre o Barreiro e os Concelhos limítrofes, entre outras. Pretende-se com o presente trabalho a análise do actual espaço urbano, com vista a que o mesmo possa dotar-se de qualidade, salvaguardando o meio ambiente e onde seja agradável viver” – refere Carlos Moreira, na introdução da sua tese de Mestrado..

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