Galardão “Barreiro Reconhecido” 2008Desporto
Carlos Almeida de Oliveira “Bóia”

Por Jornal Rostos
Agraciado com a Medalha de Mérito Municipal na Área do Desporto, recorda com apreço a particularidade de ter conquistado quatro campeonatos nacionais em outras tantas modalidades, a originalidade de, num mesmo ano, vencer títulos no remo, judo e luta e as Medalhas de Ouro nas regatas mundiais de Veteranos, da Federação Internacional de Remo.
O hóquei em patins foi a modalidade pela qual Carlos “Bóia”, internacional português, iniciou o seu percurso no Grupo Desportivo da CUF. Era júnior e foi inspirado por uns tios maternos. Noutras modalidades começou tarde. Como na luta greco-romana ou no judo. “Não diria velho”, afirma, mas com 29/30 anos, também não era a idade típica de início de prática. Sobre o judo lembra: “Nos primeiros tempos estava no chão”, porém, passados uns meses, o cenário alterava-se. Gratificante foi, ainda, ter dado aulas de judo a crianças durante 20 anos.
“É aquilo com que qualquer atleta sonha”, disse este homem que foi Olímpico em 1972, em Munique, questionado sobre a melhor recordação da sua carreira desportiva.
A equipa com Manuel Barroso foi a primeira representante do Concelho nos Jogos.
Morava no Bairro Operário da CUF, onde lhe nasceu gosto pelas actividades físicodesportivas.
Passava a vida nos Campos de Santa Bárbara. Participou nos idos Jogos Juvenis do Barreiro.
Trabalhou na CUF. Começou no cotão, passou pela fiação, pela oficina de reparações, onde foi ajudante de ferreiro, pela brigada do vapor e pela Oficina do João Mendes, escola de formação onde tirou o curso de caldeireiro. Manteve-se na profissão durante 20 anos. Hoje é empresário. Gere um ginásio, onde assiduamente treina e prepara as provas de remo em que participa, com destaque aquém e além fronteiras, no escalão etário de veteranos.
Os vários ofícios que teve na CUF moldaram-lhe o corpo – lá desenvolveu a força enquanto laborava e treinava improvisando engenhosamente aparelhos de musculação. Na Guiné, onde esteve dois anos, o Cabo “Barreiro” – como era conhecido – fez um ginásio com latas de atum cheias de cimento.
Reconhece a importância do desporto na sua vida: “Foi o meu pai”, “uma escola”, afirma. E para o praticar como o fez e faz considera “fundamental” “a disciplina” – ensinamento que transportou para a vida. Por via do seu desempenho, visitou os mais diversos recantos do Mundo.
Agradece ao desporto, ao ambiente do seu bairro, do Campo de Santa Clara e da escola o homem em que se tornou.
Pelo seu ecletismo, versatilidade, longevidade e currículo, a Câmara Municipal do Barreiro tem o prazer de agraciar Carlos Almeida de Oliveira “Bóia” com o Galardão “Barreiro Reconhecido 2008” na Área do “Desporto”.










