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Cidade com Rostos

GALARDÃO “BARREIRO RECONHECIDO 2008”Resistência Anti-Fascista, Democracia, Cidadania e Luta pela Liberdade
Virgílio Azevedo - (a título póstumo) -

No Bairro das Palmeiras, no Barreiro, no seio de uma família operária, nasce Virgílio Azevedo, no Dia do Trabalhador, a 1 de Maio de 1955. Frequenta a escola primária da CUF e desenvolve as primeiras brincadeiras de criança no actual Grupo Desportivo Operário “Os Vermelhos”.
Mais tarde, muda-se para o Bairro 25 de Abril e na actual Rua da Resistência ao Fascismo, cresce um Homem que, ao longo de toda a sua vida, lutou pelos valores da Liberdade e da Democracia.

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GALARDÃO “BARREIRO RECONHECIDO 2008” Resistência Anti-Fascista, Democracia, Cidadania e Luta pela Liberdade Virgílio Azevedo - (a título póstumo) -

Por Jornal Rostos

Prosseguiu os estudos na Escola Industrial e Comercial Alfredo da Silva e lá participa nas iniciativas de estudantes, onde dá os primeiros passos na actividade política.
Nos anos de 1972 e 73, trabalha na CUF, como operário metalúrgico, de onde sai para se dedicar inteiramente à intervenção política, depois de uma curta passagem pelos TLP.
Dá os primeiros passos na política em 1969, em iniciativas integradas nas eleições desse ano. Tem acção democrática na Comissão Cultural do Luso Futebol Clube. Aos 16 anos, integra a Comissão de Jovens Antifascistas do Barreiro.
Em 1972, com 17 anos, adere ao PCP e dois anos depois, era já funcionário do mesmo partido.
Durante a Ditadura desenvolve trabalho na clandestinidade em Portugal. Tem vários contactos fora do país sendo os mais importantes em Itália onde participa em Festivais da Juventude Democrática. Era já perseguido e procurado pela PIDE e recebe em casa várias notificações.
É durante esse período que, aos 18 anos, conhece Luisa Azevedo, sua mulher, que ajuda-o, mesmo sem saber, a passar documentos em Lisboa que Virgílio imprime numa “tipografia” improvisada, em casa de seus pais. Durante esse tempo, a família e amigos ajudam-no a distribuir os Avantes e os documentos que iriam ser entregues aos trabalhadores da fábrica.
Em 1973, integra o Comité Nacional Preparatório do 10º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes e participa na elaboração das teses apresentadas em Berlim sobre a situação da juventude e da luta, em Portugal, contra o regime fascista.
Antes e depois do 25 de Abril e até 1977, a sua acção foi desenvolvida no âmbito de organizações de juventude. Foi dirigente Nacional do Movimento da Juventude Trabalhadora e da União da Juventude Comunista.
Após a Revolução do 25 de Abril, em 1977, passa a desempenhar tarefas na Organização Regional de Setúbal do PCP e em 1980, integra a sua Direcção (DORS), fazendo parte do Executivo e Secretariado.
Era membro do Comité Central do PCP desde 1983 e do seu Secretariado desde 1996, tendo sido o responsável pela Festa do Avante, de 1997 a 2004. Cumpria, com paixão, todas as tarefas desde as mais complexas, às mais simples.
Um Homem de grande rigor, honestidade intelectual e modéstia, energia e sensibilidade humana. Capaz de entender os outros e procurar, por via da solidariedade e do diálogo, a resolução dos problemas.
Respeitado por todos os que, ao longo da vida, se foram cruzando no seu quotidiano. Tinha sempre uma palavra amiga, um gracejo ou um abraço para partilhar.
Virgílio Azevedo foi um trabalhador incansável pela Democracia, mesmo quando já lhe faltava a força física.
Pelo exemplo de vida íntegra e pelas suas experiências na luta pela Democracia e Liberdade, a Câmara Municipal do Barreiro homenageia, hoje, Virgílio Azevedo, a título póstumo, com o Galardão “Barreiro Reconhecido”, na área da “Resistência Anti-Fascista, Democracia, Cidadania e Luta pela Liberdade”.
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