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Cidade com Rostos

Um Cravo Encarnado em Memória do Professor Rogério FráguasPor Manuela Fonseca

Retiro, em memória do Professor Rogério Fráguas, um dos cravos encarnados que, na intimidade dos meus sentimentos, guardo no coração. E deponho-o neste texto.

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Um Cravo Encarnado em Memória do Professor Rogério Fráguas Por Manuela Fonseca

Por Jornal Rostos

Conheci-o, assim com está na fotografia, em Setembro de 1970, no Externato Moderno do Barreiro, instituição de ensino privado que ajudou, durante décadas, ao desenvolvimento intelectual, social e pessoal de centenas de Barreirenses e apoiou professores em início de carreira, como eu então, superiormente dirigida pelos – sempre lembrados e saudosos Mestres – Dr.s António Barbado e Hélder Fráguas. Rogério era irmão deste último. Homem calmo, muito educado (uma das marcas que tornou os elementos da sua família respeitáveis), leccionava a disciplina de Inglês no Curso Geral do Liceus, perante a admiração e a empatia dos discípulos.

Também profissional na União Fabril do Azoto, foi, nos alvores de Abril, elemento da CUT-Comissão Unitária dos Trabalhadores das empresas do grupo CUF no Barreiro e eleito, através da CDU, para a Câmara Municipal d a nossa terra. Enquanto Vereador, cargo que exerceu, com a seriedade, a sobriedade, o rigor e a competência que punha nos seus actos, entre 1977-1981, geriu o Pelouro da Cultura. Era membro do Partido Comunista Português (do qual também faço parte).

Doente nos últimos tempos, deixou-nos no passado dia 30 de Outubro, perante a incredulidade de muitos que nem o sabiam enfermo. Tinha 78 Primaveras.

Testemunho, por esta via, à minha amiga Paula Fráguas – médica e escritora, uma das jóias que conhecia, com quem lidava com simpatia e que descobri grande Amiga nos tempos não fáceis que atravesso –, filha, à Sr.ª D. Maria Amélia Fráguas, viúva, ao meu consócio no Futebol Clube Barreirense e colega de profissão Romão Antunes, genro, aos netos, a Maria Fernanda Fráguas, cunhada (de quem sou parente adoptiva desde uma longínqua noite de Natal), aos sobrinhos o meu pesar pela perda de familiar tão querido.

Retiro, em memória do Professor Rogério Fráguas, um dos cravos encarnados que, na intimidade dos meus sentimentos, guardo no coração. E deponho-o neste texto.

Manuela Fonseca *
*Colunista do jornal Rostos.

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