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A Câmara Municipal de SetúbalAprovou voto de pesar pelo falecimento do poeta Miguel de Castro
. Atribuição do nome de uma rua do Concelho

A Câmara Municipal aprovou ontem, em reunião pública, um voto de pesar pelo falecimento, no dia 16, aos 84 anos, do poeta Miguel de Castro, pseudónimo literário de Jasmim Rodrigues da Silva.

A proposta de atribuição, através da Comissão Municipal de Toponímia, do nome de uma rua do Concelho de homenagem a Miguel de Castro foi também acordada.

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A Câmara Municipal de Setúbal Aprovou voto de pesar pelo falecimento do poeta Miguel de Castro . Atribuição do nome de uma rua do Concelho

Por Jornal Rostos

O voto de pesar homenageia o poeta, nascido em Valadares, a 13 de Janeiro de 1925, mas que veio para Setúbal ainda muito jovem. O pai, cujo desejo era ver o filho formado em serralharia mecânica, matriculou-o na Escola Industrial, mas Miguel de Castro nunca foi às aulas nesse ano.

Abdicando do estudo para serralheiro mecânico, Miguel de Castro começou a trabalhar como ajudante de electricista na empresa onde o pai trabalhava. Volvidos 12 anos, ainda electricista, passou para os escritórios da empresa onde, todos os anos, fazia as férias de um colega de Azeitão que, conhecendo-lhe a paixão pela poesia, o apresentou a Sebastião da Gama.

“Os primeiros poemas do electricista e autodidacta Miguel de Castro foram publicados em 1950, tinha ele 25 anos, na revista de poesia ‘Távola Redonda’, fundada por David Mourão-Ferreira e Ruy Cinatti, entre outros. Os poemas chegaram à ‘Távola Redonda’ por iniciativa mão de Sebastião da Gama, a quem três anos antes Miguel de Castro mostrara os seus versos”, refere o documento.

Sebastião da Gama entendeu que Jasmim Rodrigues da Silva não era nome que homem de letras devesse assinar, recorda o voto de pesar. Assim, e após aprovar os poemas de Jasmim, Sebastião da Gama convenceu-o a ignorar o registo baptismal e a optar por uma assinatura mais condizente com quem se desnuda pela palavra que escreve.

Entre as obras publicadas pelo poeta destacam-se o livro “Fruto Verde”, em 1950, “A Mansarda”, em 1953, “Terral”, em 1990, “A Sinfonia do Cu”, em 1993, e “Os Sonetos”, em 2002.

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