A Câmara Municipal de SetúbalAprovou voto de pesar pelo falecimento do poeta Miguel de Castro
. Atribuição do nome de uma rua do Concelho
A proposta de atribuição, através da Comissão Municipal de Toponímia, do nome de uma rua do Concelho de homenagem a Miguel de Castro foi também acordada.

Por Jornal Rostos
O voto de pesar homenageia o poeta, nascido em Valadares, a 13 de Janeiro de 1925, mas que veio para Setúbal ainda muito jovem. O pai, cujo desejo era ver o filho formado em serralharia mecânica, matriculou-o na Escola Industrial, mas Miguel de Castro nunca foi às aulas nesse ano.
Abdicando do estudo para serralheiro mecânico, Miguel de Castro começou a trabalhar como ajudante de electricista na empresa onde o pai trabalhava. Volvidos 12 anos, ainda electricista, passou para os escritórios da empresa onde, todos os anos, fazia as férias de um colega de Azeitão que, conhecendo-lhe a paixão pela poesia, o apresentou a Sebastião da Gama.
“Os primeiros poemas do electricista e autodidacta Miguel de Castro foram publicados em 1950, tinha ele 25 anos, na revista de poesia ‘Távola Redonda’, fundada por David Mourão-Ferreira e Ruy Cinatti, entre outros. Os poemas chegaram à ‘Távola Redonda’ por iniciativa mão de Sebastião da Gama, a quem três anos antes Miguel de Castro mostrara os seus versos”, refere o documento.
Sebastião da Gama entendeu que Jasmim Rodrigues da Silva não era nome que homem de letras devesse assinar, recorda o voto de pesar. Assim, e após aprovar os poemas de Jasmim, Sebastião da Gama convenceu-o a ignorar o registo baptismal e a optar por uma assinatura mais condizente com quem se desnuda pela palavra que escreve.
Entre as obras publicadas pelo poeta destacam-se o livro “Fruto Verde”, em 1950, “A Mansarda”, em 1953, “Terral”, em 1990, “A Sinfonia do Cu”, em 1993, e “Os Sonetos”, em 2002.










