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Em SetúbalHomenagem a Xico da Cana

O descerramento de uma placa toponímica de homenagem a Xico da Cana decorreu ontem, ao final da tarde, na freguesia da Anunciada, numa cerimónia que reuniu figuras públicas, amigos e familiares do cantor popular setubalense.

Carlos Batista, filho do cantor, salientou a importância da iniciativa camarária, que simboliza o reconhecimento público da figura do seu pai, uma pessoa que “vivia muito o que fazia, acima de tudo através do grande convívio que proporcionava com a música, os petiscos e as histórias que contava”.

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Em Setúbal Homenagem a Xico da Cana

Por Jornal Rostos

Conceição Cabral, filha do artista setubalense falecido a 31 de Agosto de 2007, recordou que Xico da Cana “divulgava sempre o nome de Setúbal, onde quer que fosse”. No final de cada espectáculo dava sempre a cana com que tocava e estava sempre disponível para ensinar a tocar o instrumento que inspirou o nome artístico de Francisco José Batista.

Durante a homenagem, o actor Fernando Guerreiro declamou um verso de Alexandrina Pereira, intitulado “Xico da Cana”, e os elementos do Conjunto Típico Xico da Cana, formação que se extinguiu com o falecimento do artista, juntamente com “Os Alcorrazes” e “Os Galés”, entoaram, à capela, a música que o artista pediu que fosse cantada no seu derradeiro momento, “Rio Azul”, a canção que o celebrizou.

A presidente da Câmara Municipal, Maria das Dores Meira, destacou que as placas toponímicas, além de servirem para nomear as artérias urbanas, também têm a função de preservar a memória colectiva através de uma “lição de memória” ao evocarem datas memoráveis, os valores e os nomes de cidadãos ilustres, como Xico da Cana, nascido em Setúbal, a 22 de Fevereiro de 1024.

A autarca considerou tratar-se de uma justa homenagem a um ilustre setubalense, “porque a figura de Xico da Cana encarnou bem alguns traços definidores da identidade sadina”, como a ligação ao rio e ao mar, a gastronomia local e a música popular.

A placa, em azulejo e com a indicação “Rua Xico da Cana (Cantor Popular)”, foi descerrada pelos filhos do homenageado e fica localizada na freguesia da Anunciada, perto da Avenida de São Francisco Xavier.

Francisco José Batista começou a trabalhar no mar com apenas 12 anos, chegando a ser mestre de traineira.

A música foi o que mais o notabilizou, nomeadamente a partir do Conjunto Típico Xico da Cana, grupo onde, além de cantar, tocava uma cana rachada, instrumento feito artesanalmente pelo próprio músico, e onde interpretava músicas inspiradas fundamentalmente em Setúbal, no Rio Sado e na Serra da Arrábida.

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