BARREIROFonseca Ferreira vai dirigir a Sociedade do Arco Ribeirinho Sul
Fonseca Ferreira, referiu ao jornal Público que manterá as suas funções de vereador na Câmara Municipal de Palmela, caso não existam incompatibilidades.

Por Jornal Rostos
Recorde-se que Fonseca Ferreira, na altura presidente da CCDR-LVT -Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo apresentou, no Barreiro, o projecto do Arco Ribeirinho Sul, quando José Socrates se deslocou ao território da Qumiparque para dar a conhecer a criação da Sociedade do Arco Ribeirinho Sul.
Recordamos, pelo seu interesse e actualidade o texto integral da intervenção efectuada no Barreiro por Fonseca Ferreira:
Sr. Primeiro-ministro
Sr. Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional
Sras e Srs. Presidentes de Câmara e Autarcas
Sr.ª Governadora Civil
Senhoras e Senhores
O Arco Ribeirinho Sul é um conceito consagrado no Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROT-AML) de 2002, abrangendo toda a faixa ribeirinha que vai da Fonte da Telha – em Almada - até Alcochete.
O ARS integra áreas em requalificação – Costa de Caparica, Baía do Seixal – e as antigas áreas industriais da Margueira, Siderurgia e Quimiparque.
Estendendo-se por seis concelhos, abrangendo uma população que em 2021 ultrapassará os 550 mil habitantes, o ARS apresenta uma localização estratégica, tendo em conta:
O seu papel estruturador para a AML
Novas âncoras de desenvolvimento, tendo em conta os grandes investimentos programados para a Península de Setúbal (Novo Aeroporto, Alta Velocidade, Turismo, Plataforma Logística do Poceirão, nova ponte sobre o Tejo, que amarra aqui perto a nascente da área da Quimiparque).
Também foi no PROT de 2002 que se consagrou o conceito da cidade ou metrópole das duas margens, significando novos patamares de desenvolvimento para a Península de Setúbal e um papel estratégico para o ARS, dado que isso significa um modelo territorial de recentragem da AML em torno do Estuário do Tejo.
Modelo territorial reforçado na revisão do PROT-AML, em fase de conclusão. Há que sublinhar, também, que os investimentos programados para a Península de Setúbal – Novo Aeroporto, Alta Velocidade, Plataforma Logística – constituem uma nova geração de infra-estruturas de internacionalização da economia portuguesa.
Foi neste contexto que o Conselho de Ministros, através de uma Resolução de Setembro passado, decidiu criar um grupo de trabalho interministerial, abrangendo sete ministérios e trabalhando em articulação estreita com os municípios de Almada, Seixal e Barreiro, concelhos onde se situam as três áreas industriais a reconverter.
Grupo de trabalho com a missão de elaborar um Plano Estratégico de Desenvolvimento para o qual foram traçadas as seguintes Orientações Estratégicas:
Valorização do património público
Assegurar que da intervenção não decorrem encargos para o Estado
Coordenação/articulação entre Estado e Municípios
Desenvolvimento urbanístico equilibrado que contribua para a dinamização das actividades económicas e o emprego
Critérios urbanísticos e construtivos compatíveis com as melhores práticas ambientais e de eficiência energética
Ao longo de cinco meses, o grupo realizou um intenso trabalho de diagnóstico, de equacionamento da visão integrada de desenvolvimento, dos planos de negócio para cada uma das áreas a reconverter, de programação das intervenções e de definição do modelo institucional de gestão.
Abreviadamente refiro que o Plano Estratégico se centra nos seguintes Eixos Prioritários:
Reforço das actividades económicas
Equipamentos
Mobilidade e acessibilidades
Ambiente e paisagem
Identidades socioculturais
Entre os Projectos Estruturantes contam-se:
Equipamentos de referência
Indústrias criativas
Náutica de recreio
Ponte Chelas-Barreiro
Relocalização de terminais fluviais
Prolongamento MST
Entre os equipamentos de referência poderão – e deverão – vir a situar-se administrações e empresas públicas ou privadas de âmbito nacional ou regional.
Finalmente referir que os investimentos programados atingem 520 milhões de euros e as operações apresentam contas equilibradas, satisfazendo a condição estipulada pelo Conselho de Ministros: não representarem encargos para o Estado.
Referir, também, que o conjunto das operações abrange cerca de 900 hectares (70 na Margueira, 536 na Siderurgia Nacional e 290 na Quimiparque) e que se prevê concretizá-las nos seguintes horizontes temporais:
Margueira – 15 anos
Siderurgia – 12 anos
Quimiparque – 18 anos
Os Planos de Urbanização encontram-se em estado avançado de elaboração (Margueira, Quimiparque, Siderurgia).
Como coordenador do grupo de trabalho, devo referir a excelente colaboração de todos os ministérios, os meus colegas de trabalho, o apoio empenhado, estimulante dos municípios de Almada, Seixal e Barreiro, e o apoio competente da Parque Expo – que prestou apoio técnico ao grupo de trabalho – e também da Parpública, que titula a maioria dos terrenos.
Muito obrigado.
António Fonseca Ferreira
Presidente da CCDR-LVT
Coordenador do Grupo de Trabalho do Arco Ribeirinho Sul
Barreiro, 31 de Julho de 2009
PROJECTO ARCO RIBEIRINHO SUL










