JOAQUIM DE ALMEIDA ENTRE PORTUGAL E OS ESTADOS UNIDOSCONTINUA APAIXONADO E NÃO ABDICA DE VER OS FILHOS CRESCEREM
Em Los Angeles tem feito trabalhos importantes, entre nós, está numa nova série para a RTP e no novo filme do realizador Fernando Fragata “ContraLuz”.
Ao mesmo tempo que mantém um namoro de uma forma especial, não abdica de ver crescer os filhos Lourenço e Joana, agora já com 17 e 7 anos, respectivamente.

Por Jornal Rostos
Joaquim, como é que tem sido o ano 2010 para ti?
O ano 2010 começou bem, com um papel numa série aqui nos Estados Unidos, “Parent Wood”. Depois, em Madrid, um filme sobre um avião que caiu há 2 anos. A seguir, em Portugal, televisão com o Jorge Paixão da Costa, para “A República” uma série de época.
E agora, de volta a Los Angeles, para a rodagem de um filme dum jovem realizador americano, de origem japonesa e inglesa, chama-se “Mamitas”.
Por mim está óptimo, porque, apesar de gostar de estar aqui na minha casa em Los Angeles, gosto muito de trabalhar na Europa e tinha uma certa vontade de voltar a estar mais perto de Portugal em termos de trabalho.
Tu continuas a gostar de Portugal?
Eu continuo a gostar de Portugal, é evidente, é o meu país, se bem que este passou a ser também o meu país. Em Portugal, tenho os meus filhos, os meus amigos e gosto de lá estar. Tenho casa, em Sintra e adoro lá estar. Ultimamente até tenho lá estado bastante, tenho ido e vindo. Eu habituo-me bem às viagens, não me perturba muito, o que me perturba mais é o fuso horário, o chamado “jet lag”, não tanto para cá, mas mais para lá.
Estamos sempre com saudades e orgulhamo-nos sempre de te ver nas grandes produções americanas. Para nós, as notícias não chegam. As duas últimas de que soubemos foram o filme com a Kim Bassinger e o filme com o Laurence Quitesuere e o Paul Walker. E a seguir…
Eu tinha um filme grande para fazer com a Universal, sobre os cartéis da droga mexicanos, em que fazia o bom da fita, não fazia o mau. Mas a Universal resolveu deitar abaixo o projecto, porque tiveram medo. Tornou-se muito perigoso falar, seja como for, dos cartéis mexicanos. Os assassínios continuam em grande no México. Eles queriam filmar no México. Eu sempre achei que aquilo seria demasiado complicado. E acabaram por desistir.
Estamos aqui junto à piscina do teu condominio. És um nadador habitual de piscina?
Não. Sabes que a piscina é daquelas coisas...Uso a piscina apenas quando quero refrescar-me e apanhar um pouco de sol, os meus filhos é que gostam mais da piscina. Eu aqui, vivo mesmo em frente ao mar, prefiro tomar banhos de mar. A piscina na minha casa de Los Angeles não deixa de ser confortável, quando chegamos num fim-de-semana em que há muita gente na praia.
Então vamos até à praia, para ver onde é que tu habitualmente vais.
A PRAIA DE SANTA MÓNICA
Onde estamos, Joaquim?
Estamos aqui na praia, em frente à minha casa. Num sítio onde eu me costumo sentar a decorar guiões. Também costumo andar pela praia, à beira mar. Mas aqui é um local onde gosto de me sentar, quando já trabalhei os guiões, geralmente venho para aqui repeti-los. Sobretudo num dia de semana, como o de hoje, com pouca gente é óptimo. É uma paz de alma, é muito agradável. Em casa, ao fim de certo tempo, começa a ser… começa a ficar pequeno demais, tenho que espairecer, começo a ficar doido por estar ali a decorar.
E funciona?
Funciona. Eu lembro-me que comecei a fazer isto quando vim para cá fazer o “24 Horas” e estava num outro edifício aqui atrás, que quase se vê daqui, e vinha para a praia. A partir daí tornou-se um vício que tenho.
Que tal é a praia de Santa Mónica?
A praia de Santa Mónica é uma praia enorme. Nem sempre a temperatura da água é a melhor. Para tomar banhos, costumo sair para mais longe. Pego no carro e vou até Malibu, confesso. Mas Santa Mónica é uma praia agradável, com imensas palmeiras. Depois tem aqui uma estradinha que vai à beira da água onde se pode andar de bicicleta. Eu costumo fazer esse percurso. São cerca de 9 milhas, 9 milhas são 14 quilómetros e é um bom exercício.
“CONTRALUZ”
Joaquim, fala-me sobre o “ContraLuz” que está agora em Portugal e onde és protagonista.
O “ContraLuz” é um filme de Fernando Fragata que também vive aqui, a pouca distância da minha casa. O Fernando há uns tempos telefonou-me, mandou-me o guião e convidou-me para entrar no filme. Evidentemente, que é um filme que ele fez com pouco dinheiro, mas eu disse “com certeza”, gostei do guião e fomos filmar. Filmámos aqui no deserto, perto de Las Vegas. É um filme engraçado e está bem feito. O Fernando tem qualidade e esforçou-se imenso para fazer este filme. Vale a pena ir ver. Conta com a participação da Ana Cristina Oliveira e também da Evelina Pereira.
A NAMORADA
A pergunta que eu sei que tu não gostas de responder, mas que é obrigatória. Como é que vai a namorada?
A namorada vai bem, acabei de falar com ela há pouco para Paris, antes de chegarem. Ela está quase sempre muito ocupada. É assessora de muitos actores. Mas vamo-nos encontrando, aqui e acolá. Enfim, haverá o dia em que vamos arranjar uma maneira de conseguir estar mais tempo juntos, mas para já é o que funciona e é o que se pode fazer e tem sido saudável.
OS FILHOS
E os teus filhos?
Os meus filhos estão óptimos. A Ana está cada vez maior, está com 7 anos, faz 8 anos em Agosto. O meu filho Lourenço está um homem, 17 anos, barbudo, muito bom estudante, e tem mais um ano na Escola Americana e depois a Universidade. Está a começar a chegar aquela altura, pronto, o filho vai para a Universidade. É giro, é engraçado, tenho estado bastante com eles, vou e venho, mas tenho conseguido, dentro da medida em que posso, vê-los crescer.
Júlia Almeida










