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GALARDÃO BARREIRO RECONHECIDO 2011ÁREA DO TRABALHO
Manuel Revez Correia

Pelo seu labor, persistência, dedicaçâo e espírito de missâo, a Câmara Municipal do Barreiro atribuiu a Manuel Revez Correia o Galardão Barreiro Reconhecido na Área do Trabalho.

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GALARDÃO BARREIRO RECONHECIDO 2011 ÁREA DO TRABALHO Manuel Revez Correia

Por Jornal Rostos

GALARDÃO BARREIRO RECONHECIDO 2011
ÁREA DO TRABALHO
Manuel Revez Correia

Manuel Revez Correia tem 88 anos. Sempre trabalhou. “Gostava de trabalhar”. Está aposentado “há vinte e tal anos” mas manteve-se sempre activo.
O seu primeiro trabalho, aos 13 anos, foi como ajudante de servente nas obras da Avenida Bento Gonçalves. Com 20 anos foi para a tropa, onde executou alguns pequenos trabalhos como pedrèiro. Saído do regime militar rumou à Companhia Uníão Fabril, onde esteve até à reforma, começando por trabalhar no cais e passando, mais tarde, para a área da construção civil.
“Como lia muito” e “queria perceber mais”, já homem, foi para a escola e, na Conde Ferreira, com 30 anos, fez a antiga 4 classe. A ambição de saber mais levou-o à Escola lndustrial e Comercial Alfredo da Silva e a mais seis anos de estudo do curso de Serralheiro, correspondendo ao actual 10. Aqui já teria perto de 40 anos.
Ainda durante os estudos foi nomeado encarregado da construção civil. Trabalhou em alguns dos ainda hoje existentes edifícios da empresa “Baía do Tejo”, antiga Quimiparque, como os hipermercados, actualmente, ali em funcionamento.

Na sua vida, vários momentos o marcaram, como, em 1973, quando foi encarregado no “Contacto 6”, a tábríca de ácido sulfúrico, ou quando, há 40 anos, esteve “debaixo do chäo” com a pirite que vinha de Aljustrel. Faz questão de partilhar o mérito do trabalho de equipa. “Uma obra na CUF não se fazia só com um encarregado”.
Na tropa, já militante, desde os 18 anos, do Partido Comunista Português, tinha a tarefa de levar uma “senha” mas ninguém o contactou com a “contra-senha”. Na CUF foi abordado pelo PCP para pertencer ao núcleo da construção civil, no qual se tornou dirigente.
Revez, como é conhecído, é natural de São Marcos da Ataboeira, concelho de Castro Verde. Veio, como tantos alentejanos, para o Barreiro à procura de trabalho. Desembarcou, só, na Estaçäo Barreiro-Mar, alojando-se na casa de um primo que näo conhecia. Trabalhou muito, “uns 50 anos”, e duro, em tempos de dificuldade. Piores do que estão agora, afirma.
Por cá ficou, por cá criou raízes e deixou sementes.
Foi o primeiro presidente eleito do sindicato da Construção Civil. Pertenceu, igualmente, ao Sindicato dos Químicos.
Nos anos 80, foi, ainda, Eleito no Executivo da Junta de Freguesia do Barreiro.
A leitura é uma das suas terapias. Como livro de cabeceira, que, literalmente, transporta na bolsa que o acompanha nas suas voltas, Revez elege “partido com Paredes de Vidro”, da autoria do líder do seu Partido, Álvaro Cunhal, como melhor obra para os militantes de base. Alves Redol, Ferreira de Castro, Aquilino Ribeiro e Jorge Amado são escritores que lhe saltam à memória, de imediato.

Pelo seu labor, persistência, dedicaçâo e espírito de missâo, a Câmara Municipal do Barreiro atribui a Manuel Revez Correia o Galardão Barreiro Reconhecido na Área do Trabalho.

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