Área Protegida Local no BarreiroFriedrich Welwitsch botânico austríaco esteve no «Barreiro»
Botânico realizou investigação no território da Mata da Machada e Vale de Zebro
Esta foi uma das primeiras zonas que visitou, recolhendo uma colecção de herbáceas que fazem parte do espólio do Museu Nacional de História Natural da Universidade de Lisboa.

Por Jornal Rostos
Segundo Cecilia Sérgio, o austríaco, uma das figuras de referência mundial do mundo botânico, quando da sua passagem por Portugal – “esteve na zona de Vale de Zebro”, onde recolheu uma colecção de herbáceas que estão na colecção da Universidade de Lisboa.
A investigadora sublinhou a importância histórica do espólio Friedrich Welwitsch, referindo que este é um legado que contribui para o conhecimento da biodiversidade em Portugal.
Mata da Machada no espólio da Universidade de Lisboa
Cecilia Sérgio salientou que Friedrich Welwitsch deu um importante contributo para o desenvolvimento da Botânica em Portugal, sendo a colecção recolhida na Mata da Machada, que consta do espólio da Universidade de Lisboa – “um exemplo”.
“Quando veio a Portugal, Welwitsch, esteve nesta zona. Este foi um dos primeiros pontos que visitou” – sublinhou a investigadora, referenciando que tal aconteceu nos anos 1839 a 1850.
Cecilia Sérgio referiu que a colecção de herbáceas de Welwitsch, está disponível para consulta na Universidade de Lisboa.
Friedrich Martin Josef Welwitsch notas biográficas da Wikipédia
Friedrich Martin Josef Welwitsch (Maria Saal, Caríntia,25 de Fevereiro de 1806 — Londres, 20 de Outubro de 1872) foi um botânico austríaco, conhecido pelo seu trabalho de recolha da flora de Angola no Século XIX.
Welwitsch graduou-se em Medicina em 1834 e doutorou-se em 1836, na Universidade de Viena, Áustria, tendo trabalhado como crítico teatral durante o seu tempo de estudante.
Em 1839 viajou para Portugal, subsidiado pela Württembergischer botanische Reiseverein ou Unio Itineraria, uma sociedade que patrocinava viagens de colheita de espécimenes botânicos, que eram posteriormente distribuídos pelos seus membros. Viveu em Portugal entre 1839 e 1853, ocupando várias posições como botânico.
Entre 1853 e 1860 realizou uma viagem de exploração botânica em Angola, subsidiada pelo governo português.
Em Angola, realizou explorações botânicas nos distritos de Luanda, Cuanza Norte, Malanje, Benguela, Namibe (na altura denominada Moçâmedes), e Huíla.
Recolheu um total de 8.000 amostras botânicas, com 5.000 espécies diferentes. Destas, mais de 1.000 eram espécies novas. A 3 de Setembro de 1859, ele encontrou a planta pela qual ficou mais conhecido, a Welwitschia mirabilis, à qual chamou Tumboa, devido à denominação ntumbo, que lhe era dada pelas populações locais.










