Homenagem ao «Profissional do Ano» no Rotary Club do BarreiroAntónio Manuel Abreu fundador da Auto Reconstrutora do Barreiro
É o caso do homenageado deste ano, o fundador da Auto Reconstrutora do Barreiro e o mestre entre os mestres, António Manuel Abreu.

Por Jornal Rostos
A Homenagem ao Profissional do Ano, no Rotary Club do Barreiro, realiza-se na próxima segunda-feira, dia 7 de Novembro, no local habitual das reuniões do clube, o restaurante “Leão d’Ouro”.
António Manuel Abreu.
Nasceu em 1927, em Beja e depois de tirar a 4ª. classe, começou a trabalhar na metalúrgica bejense, aos 10 anos de idade.
Em 1943, com 16 anos, à revelia dos pais vem para Lisboa à procura de melhores condições de vida, fica a morar no Barreiro, trabalhando em várias empresas metalúrgicas em Lisboa.
Em 1952, já casado com uma barreirense, Judite Maria Duarte, abre na Rua 1º. de Dezembro uma pequena oficina metalúrgica, com fundição e torno onde dá assistência a automóveis e máquinas, a que dá o nome de Auto Reconstrutora do Barreiro.
Com o passar dos anos a oficina torna-se pequena, sendo a empresa transferida para novas instalações sitas nos sete portais. Essa pequena oficina torna-se então numa fábrica e aí nasce a marca “A. R. B.” identificativa dos semi-reboques nela fabricados que circulam por toda a Europa, levando consigo o nome do Barreiro, pois vulgarmente são conhecidos como os semi-reboques do Barreiro.
A sua paixão pelo Barreiro, tornou-o um barreirense fervoroso e chegou a ser Presidente do Futebol Clube Barreirense, no início dos anos 80.
Quando em 1974, já com cerca de 180 trabalhadores, se preparava para iniciar a exportação para o Irão, por razões políticas, vê-se obrigado a abandonar esse projeto e a sair do Barreiro, passando a viver em Lisboa.
Apesar de ter recebido vários convites, quer do Brasil, quer de Espanha para instalar a “A. R. B.” nesses países, nunca quis fazer, porque não desistiu da empresa que tinha no Barreiro.
Assim, transformou a Auto Reconstrutora numa sociedade anónima, consegue com a sua preserverança celebrar um contrato de exportação de porta máquinas para os EUA, voltando a empregar cerca de 200 pessoas.
Hoje com 84 anos encontra-se retirado, fez parte de uma geração avançada para a época, personalizada no traço industrial.
Ainda apadrinhou a nova “A.R.B.” no Barreiro, empresa que deu lugar à “Fabrequipa” que consubstancia hoje um programa industrial de defesa Nacional, o programa “Pandur”.
Este é resumidamente o motivo da escolha do Rotary Club do Barreiro.










