Fadista Carlos do Carmo recebe Chave da Cidade de Santiago do Cacémdas mãos do Presidente da Câmara Municipal nas comemorações dos 38 anos do 25 de Abril

Por Jornal Rostos
Nas comemorações dos 38 anos do 25 de Abril, Carlos do Carmo é o convidado da Câmara Municipal para o concerto comemorativo da Revolução de abril que a autarquia oferece à população. Concerto que se realiza na noite do dia 24 de abril, às 21h30 na Quinta do Chafariz.
Trata-se de uma justa homenagem a Carlos do Carmo.
A entrega da Chave da Cidade visa, segundo o Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém o reconhecimento do Município a um “homem de abril que ao longo da sua vida sempre defendeu os valores da liberdade e da democracia e trata-se também da entrega de um elevado galardão a alguém de grande mérito que nos visita”.
Até aqui somente em duas ocasiões a Chave da Cidade de Santiago do Cacém tinha sido atribuída: à Associação 25 de Abril e ao ex- Presidente da República, Jorge Sampaio.
Carlos do Carmo vai apresentar em Santiago do Cacém vários temas que marcaram a sua carreira e que se tornaram grandes sucessos populares, tais como “Por Morrer uma Andorinha”, “Duas Lágrimas de Orvalho”, “Bairro Alto”, “Gaivota”, “Canoas do Tejo”, “Os Putos”, “Lisboa Menina e Moça” ou “Estrela da Tarde”, mas também temas mais recentes do seu ultimo álbum gravado em 2010 com Bernardo Sassetti.
Neste concerto, o fadista vai ainda interpretar um tema com letra de José Saramago, tema que só interpreta em espetáculos de abril.
Carlos do Carmo nasceu em Lisboa. Filho de Lucília do Carmo, uma das maiores fadistas do século XX, e de Alfredo de Almeida, livreiro e posteriormente empresário na indústria hoteleira.
Pode dizer-se que Carlos do Carmo foi criado no meio de uma atmosfera artística. A casa de seus pais, na parte velha da cidade, Bairro Alto, era um lugar de reuniões de intelectuais e de artistas, algumas das figuras proeminentes da Lisboa de então.
Carlos do Carmo iniciou em 1963 uma das carreiras mais sólidas no panorama artístico português, para a qual contribuiu a sua coragem de assumir o Fado no masculino e também o facto de trazer para o Fado novos elementos: contrabaixo e formação com orquestra, entre outros e ainda novos talentosos compositores, bem como a poesia e a prosa de grandes poetas e escritores contemporâneos portugueses. Por tudo isto, são inúmeros os prémios e honrarias recebidos até hoje.
Cantou nos cinco continentes e as suas passagens no "Olympia" em Paris, nas óperas de Frankfurt e de Wiesbaden, no Canecão de Rio de Janeiro, no "Savoy" de Helsínquia, no Auditório Nacional de Madrid, no Teatro da Rainha em Haia, no teatro de São Petersburgo, na Place des Arts em Montreal, no Tivoli de Copenhaga, no Memorial da América Latina em São Paulo e mais recentemente no Teatro D. Pedro V em Macau (com transmissão em direto para toda a China) são momentos muito altos da sua carreira.
Cantor de abril, fadista de Portugal, Carlos do Carmo foi o rosto visível da candidatura vencedora do Fado a Património imaterial da Humanidade e a Chave da Cidade que vai receber terá inscrita a frase: “Carlos do Carmo: ao homem, cuja arte engrandece o Fado e a Música Portuguesa e desta forma vem contribuindo indiscutivelmente para a promoção da língua e da Cultura Portuguesa em Portugal e no Mundo”.










