Federação Portuguesa de AtletismoAdeus António Leitão

Por Jornal Rostos
Foi com enorme tristeza que a família do Atletismo, e a Federação Portuguesa de Atletismo em particular, tomou hoje conhecimento do falecimento de António Leitão, um dos seus mais ilustres representantes, após uma luta tenaz, mas que não conseguiu vencer, com uma doença rara que o afetava há anos.
Atleta de exceção, medalhado de Bronze nos 5000 metros dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, e que por várias vezes inscreveu o seu nome na lista de Recordes Nacionais, alguns que se mantêm até aos dias de hoje, como o de 5000 metros de Sub 23 obtido em Rieti, na altura também Recorde de Portugal. No currículo de António Leitão, encontramos ainda uma medalha de Bronze nos 1500 metros dos Campeonatos da Europa de Juniores, em Bydgoszcz (Polónia), em 1979, e o Bronze coletivo conquistado no Campeonato do Mundo de Corta-Mato, em 1984.
Mas talvez ainda mais que as suas excecionais capacidades como atleta, algo que todos aqueles que tiveram o privilégio de com ele contactar, e de tantas vezes se tornar seu amigo, puderam testemunhar e usufruir, foram as suas características humanas.
O António Leitão foi um ser humano muito especial. Um Homem bom, extremamente humilde, e também por isso um grande campeão. No desporto e na vida.
Não o esqueceremos.
A Direção
Federação Portuguesa de Atletismo










