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Cidade com Rostos

Augusto de Sousa - um HOMEM do Barreiro e do mundoPor José Manuel Costa

No ano passado, perguntei-lhe: - o que é que o faz “correr”? A resposta, como é seu apanágio, com a humildade que o caracteriza e com o espírito de entreajuda que o norteia, foi: - “É o outro, é o outro que me faz correr”.

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Augusto de Sousa - um HOMEM do Barreiro e do mundo Por José Manuel Costa

Por Jornal Rostos

Dr. Augusto de Sousa.
ILUSTRE.

É tradição aquando da celebração do aniversário de alguém, a feitura de uma festa, menor ou maior, dependendo do aniversariante e ou dos convidados serem mais ou menos “abonados”, faz parte o respectivo bolo de aniversário enfeitado com as velas correspondentes á idade do destinatário da celebração, segue-se o cantar os parabéns por mais um aniversário, depois tem lugar a entrega e abertura dos presentes, cujo interesse e valor estão relacionados com o bom (ou mau) gosto, bastas vezes supérfluos, e da bolsa dos ofertantes.
Na minha opinião é uma incongruência, na medida em que cada aniversário comemorado representa menos um ano que temos para viver, provavelmente existem outras perspetivas, que embora não concordando, obviamente respeito e defenderei com intransigência o direito que lhes assiste, mas esta é a minha.
Por uma questão de coerência, não o vou felicitar pelo aniversário, mas sim, pelo maravilhoso ser humano que é. Para mim você representa um ÍCONE, na área da solidariedade social, a minha referência e fonte inspiradora, onde vou buscar o oxigénio que o meu intelecto necessita, baseado na solidariedade, está sempre pronto e disponível para ajudar o outro, não só neste dia, mas em todos os dias deste e de todos os anos, e fá-lo num País onde imagine-se (li algures), é proibido mendigar, mas não é proibido ser pobre.

No enquadramento do que acabei de escrever, não vai encontrar a minha “prenda” entre as que eventualmente receber, porque não é visível nem palpável, é inodora e incolor, pessoal e intransmissível, também tem invólucro e o respetivo laço; está “embrulhada” num grande, forte e sentido abraço que se me permitir lhe darei quando for oportuno, é uma “prenda” atípica na medida em que o factor material é substituído pelo sentimental. No que concerne ao lacinho é um laço também ele atípico nos embrulhos, porque é representado pelo grande respeito, admiração, e amizade que nutro por si, é este o laço a que me refiro, prefiro e me liga ao Dr. Augusto de Sousa.

Nesta perspetiva, dar-lhe-ei os meus sinceros parabéns, no dia em que for ressarcido da dívida que o Estado Português tem para consigo, ou seja, ser agraciado pelo Presidente da República Portuguesa com a comenda da Solidariedade Social e Multiculturalidade, como reconhecimento de toda uma vida dedicada aos outros, nomeadamente aos mais desfavorecidos, sem nada pedir em troca, todavia, não é a ausência deste merecido ressarcimento que lhe tira o sono e ou a energia (a sua bateria dura…dura…dura…), para continuar a trilhar a “estrada da vida” que optou por percorrer (“conhecer o caminho, não é o mesmo que o percorrer”), a que eu chamaria como ilustração a estrada dos “descamisados”, você sabe que já é considerado por milhares de Portugueses, o nosso ”Comendador” e que por uma questão de elementar justiça, é uma lacuna que precisa de ser rapidamente preenchida. É minha convicção que um dia será feita justiça, nessa altura, espero e desejo que a comunicação social se refira ao laureado, dizendo ou escrevendo: “Augusto de Sousa é…”, em vez de: ”Augusto de Sousa foi…”.

No ano passado, perguntei-lhe: - o que é que o faz “correr”? A resposta, como é seu apanágio, com a humildade que o caracteriza e com o espírito de entreajuda que o norteia, foi: - “É o outro, é o outro que me faz correr”. Espero não ter cometido nenhuma inconfidência. Este ano não repito a pergunta, não necessito, porque a resposta está implícita no que acabo de escrever.
A feitura deste documento aconteceu por minha livre, espontânea e inteira vontade, logo, não obriga nem responsabiliza nada nem ninguém, senão a mim, no entanto, estou profundamente convicto que o conteúdo reflecte o sentimento que milhares de portugueses têm para com o Dr. Augusto de Sousa.
Termino com uma confissão; quando comecei a escrever fi-lo com a intenção de ser o mais sintético possível, enviando-lhe porventura uma mensagem de circunstância, no entanto, o meu sentimento sobrepôs-se rapidamente á minha vontade inicial e não consegui escrever “pequeno”, sobre uma figura cívica, moral, intelectual e altruísta de uma dimensão tão GRANDE quanto a sua, apesar disso, fico com a sensação de ter pecado muito por defeito, no que poderia e deveria ter escrito e não escrevi.

Caro Dr. Augusto de Sousa - “As pessoas entram na nossa vida por acaso, mas não é por acaso as que ficam”. Obrigado por ter ficado, bem-haja por ser quem é.
Assim sendo, não me despeço de si com um até para o ano, mas com um até sempre. Um grande abraço deste seu grato e eterno amigo.

Nota final informativa e sugestiva:

A todas as pessoas que leram esta minha mensagem e que eventualmente desconheçam o destinatário da mesma, incluindo os/as decisores/as para as nomeações das Comendas neste País, a quem aproveito para cumprimentar e sugerir que indaguem e conheçam a vida e obra, desta notabilíssima figura, mormente na área a que fiz alusão e façam justiça. Foi o que fez o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro em 2010, homenageando com o GALARDÃO “ BARREIRO RECONHECIDO” 2010, o Dr. Augusto de Sousa, na área da Acção Social, Solidariedade e Multiculturalidade. Felicito o Snr. Presidente da Câmara M. do Barreiro pela justeza da iniciativa, embora geograficamente redutora, na medida em que o “trabalho” que o citado desenvolve, extravasa em muito o concelho do Barreiro e até o País, atravessando fronteiras, comprovado com as várias solicitações que tem recebido e obviamente aceite de Instituições estrangeiras congéneres, para se deslocar a vários países dentro e fora da Europa, a fim de partilhar com as mesmas, a sua sapiência e experiência.

Hoje fico por aqui, mas este assunto não está terminado, deixo a promessa que voltarei a falar dele, tantas vezes quanto necessárias e onde quer que seja, até que entreguem a Augusto, o que na minha opinião, pertence a Augusto.
O Dr. Augusto de Sousa é o Presidente da Direção da Rumo – Instituição de Solidariedade Social (sem fins lucrativos), sedeada no Barreiro.

José Manuel Costa
20/09/2012.

GALARDÃO “BARREIRO RECONHECIDO” 2010
Acção Social, Solidariedade e Multiculturalidade
Augusto Sousa

Augusto Sousa nasce a 20 de Setembro de 1951, tendo vivido toda a infância no Alentejo, principalmente em Vila Nova de Milfontes.
Aos 10 anos de idade entra para o Colégio Militar e, aos 13, vem viver com a família para o Barreiro, onde permanece até hoje.
Licenciado em Psicologia pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Augusto Sousa inicia a sua actividade profissional como responsável técnico da Cercimb em 1978.
Passado três anos, participa na fundação da RUMO. Associada ao movimento da escola moderna, a cooperativa foi criada com o objectivo de integrar crianças com deficiência ou doença mental no ensino regular. Actualmente,

Augusto Sousa é Presidente da Direcção da RUMO e da Associação Portuguesa de Emprego Apoiado.
No seu currículo inclui acções de formação, coordenação e o trabalho em inúmeros projectos e instituições, a nível nacional e mesmo internacional.

No Barreiro, além do trabalho desenvolvido através da RUMO, participa, entre outros projectos, na criação da Nós - Associação de Pais e Técnicos para a Integração do Deficiente, coordena o Projecto Escola Incluir com vista à qualificação académica e profissional, e é o grande impulsionador do movimento de emprego apoiado que visa a
promoção dos direitos da pessoa com deficiência, particularmente no acesso ao mercado de trabalho.
Considerando importante a divulgação desta metodologia, tem participado na formação de técnicos e na coordenação de projectos comunitários, com vista ao desenvolvimento do programa de Emprego Apoiado para grupos em situação de desvantagem.

Encarando o trabalho na área social como uma forma de estar e um princípio de vida, Augusto Sousa, desde cedo, achou que podia e devia contribuir para a construção de um Mundo mais solidário.
Defende o trabalho em parceria no sentido de melhor encontrar soluções para os problemas das pessoas e, desta forma, lhes dar capacidades para construírem um novo caminho e um futuro melhor.

Augusto Sousa não está envolvido nos projectos de forma meramente profissional.
Afirma mesmo que a profissão é apenas uma circunstância que lhe permite estar ligado às pessoas e poder intervir. O benefício que recebe não se vê, só se sente: nos abraços e sorrisos de pessoas que conseguiram superar dificuldades ou na alegria de um projecto com muitos casos de sucesso.
Pelo seu percurso profissional e pela dedicação, total e desinteressada, no apoio a pessoas em situação de fesvantagem, a Câmara Municipal do Barreiro tem a honra de homenagear Augusto Sousa com o Galardão Barreiro Reconhecido 2010 na área da Acção Social, Solidariedade e Multiculturalidade.

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