SETÚBALFaleceu o actor Fernando Guerreiro
Por Jornal Rostos
Fernando Guerreiro, nascido a 25 de Novembro de 1938, na freguesia de Santa Maria da Graça, na cidade de Setúbal. Fez os seus primeiros estudos na Escola Conde Ferreira, de onde transitou para a Escola Comercial e Industrial de Setúbal, concluindo aí o Curso Geral de Comércio.
A sua arte de poeta herdou da sua tia madrinha, encontrando já o seu nome em festas de turma como autor de versos. Nunca levou muito a sério esta “predisposição poética”, até mesmo quando mais tarde, versejou uma sátira para o livro do Curso de Sargentos Milicianos em Vendas Novas, optando por assinar anónimo.
Em 1961, foi enviado para Cabo Verde em serviço militar.
Foi um admirador incondicional de Florbela Espanca, que com o decorrer do tempo se juntarão António Gedeão, José Gomes Ferreira e Ary dos Santos.
Mas a sua notoriedade vem da sua excelente aptidão para o teatro. Integrou as Companhias Teia, Palcarte, TIL e GATEM.
Assinou algumas letras das músicas de Revistas como “À COCA”, “ERA UMA VEZ EM SETÚBAL” e “QUENTES E BOAS” levadas à cena pelo TAS, onde esteve como actor durante 17 anos.
Durante três é autor da letra da Marcha do Bairro Santos Nicolau de quem foi padrinho.
Em 1996, é agraciado com a Medalha de Honra da Cidade de Setúbal na classe da cultura.
Um dos muitos dos seus versos canta assim:
A vida só é Razão
Vivendo-a tão simplesmente,
Com aquilo que o coração
Põe cá no fundo da gente.
Pelos familiares e amigos










