Rangel redige “estratégia” do Grupo PPE para o Futuro da EuropaNão há oposição, mas complementaridade e sinergia entre orgulho nacional e identidade europeia

Por Jornal Rostos
“Trata-se de um documento chave que aprovamos num período crucial para a Europa e para o Mundo. Para a semana, o plenário do PE discutirá dois relatórios sobre o futuro da Europa (com e sem alteração de Tratados) e um terceiro sobre a capacidade orçamental da zona Euro). Em 29 de Março, o PPE realiza em Malta o seu Congresso que aprovará uma estratégia para o futuro da Europa e, logo a seguir, na celebração dos 60 anos do Tratado de Roma, os líderes europeus farão justamente o mesmo. Ao fechar este documento, depois de quase um ano de debate profundo -- palavra a palavra, frase a frase -- com o todos os nossos Deputados, o Grupo Parlamentar do PPE, toma a dianteira, ganha capacidade de influência e mostra que tem uma visão, um rumo e um desígnio para a Europa neste tempo de incerteza e turbulência!” afirma Paulo Rangel, que é o único elemento da direcção do Grupo PPE que é simultaneamente vice presidente do Partido (PPE) e do Grupo Parlamentar.
O documento, explica Paulo Rangel, assenta em três pilares transversais “inegociáveis” para o Grupo PPE: defesa do Estado de direito democrático, a defesa das 4 liberdades de circulação fundamentais do projecto europeu (pessoas, capitais, bens e serviços) e a defesa de uma economia social de mercado.
As grandes novidades do documento situam-se na área da segurança e defesa, no campo da reforma das instituições para as aproximar dos cidadãos europeus e na dimensão económica em que aposta fortemente na criação de uma “união da inovação” no mercado único digital e no reforço substancial das vias de investimento como motores de crescimento.
Na defesa, avança-se sem reservas para uma união de defesa com reais capacidades operacionais e com articulação com a ONU e a NATO. Na segurança, visa-se uma Guarda Costeira e de Fronteiras efectiva, forças comuns de protecção civil e numa nova geração de medidas de combate ao terrorismo. Em termos políticos, destaca-se a conversão do Conselho de Ministros (ECOFIN, AGRI, etc.) numa segunda câmara parlamentar - a câmara dos Estados, mantendo o Conselho Europeu o seu perfil actual.
Acrescem a estas novidades, a exclusão da Turquia como membro da União europeia, embora “deva manter-se a parceria”, a finalização da união económica e monetária, a prioridade a dar à dimensão social, a aposta nos acordos de comércio livre e justo como reguladores da globalização, na transversalidade da coesão territorial e a autonomização de políticas de juventude, de família e de demografia ao nível europeu.
Não há oposição, mas complementaridade e sinergia entre orgulho nacional e identidade europeia Paulo Rangel
O documento estratégico não deixa de, no seu início, fazer o “auto-retrato ideológico do Grupo PPE”, inspirado no pensamento humanista e nas raízes judaico-cristãs.
Identifica-se como um grupo democrata-cristão aberto a outras correntes de centro direita, que acredita convictamente no projecto europeu e na sua indispensabilidade para afirmação global dos Estados, nações e cidadãos da União.
Como esclarece Paulo Rangel e decorre de vários trechos do documento: “não há oposição, mas complementaridade e sinergia entre orgulho nacional e identidade europeia”.












