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Europa

Lisboa e Vale do Tejoa região da capital de Portugal é competitiva?

. Comissão Europeia presta apoio no sentido de reforçar a competitividade das regiões

Numa escala de 1 a 5 em termos gerais de competitividade, Lisboa encontra-se no nível 4, o que seria bom se em 2013 não tivesse estado no nível acima, o que resulta, portanto, em retrocesso.

3 min de leitura
Lisboa e Vale do Tejo a região da capital de Portugal é competitiva?

Por Jornal Rostos

Os resultados do Índice de Competitividade Regional (ICR) relativo a 2016 da Comissão Europeia mostram que, em comparação com os resultados anteriores, várias regiões de Portugal melhoraram a sua classificação no que toca à competitividade regional. Embora a região de Lisboa em específico se classifique bem entre as diferentes regiões da Europa, sobretudo pela sua forte sofisticação no que aos negócios diz respeito, e embora tenha subido no ranking geral das regiões europeias no indicador relativo à inovação, é preciso fazer mais para que se registem progressos. Numa escala de 1 a 5 em termos gerais de competitividade, Lisboa encontra-se no nível 4, o que seria bom se em 2013 não tivesse estado no nível acima, o que resulta, portanto, em retrocesso. Como tal, a Comissão Europeia disponibiliza esta ferramenta precisamente para que decisores e cidadãos possam ter informação e continuar o bom trabalho para que a sua região se torne mais competitiva, ou seja, para que tenha uma economia mais atrativa e dinâmica.

É certo que, como caracterizou a Comissária Europeia para a Política Regional, Corina Cretu, este índice é precioso, uma vez que mostra, de forma muito prática, onde se situa cada região e em que indicadores pode e deve apostar para melhorar a sua competitividade. Mas o que significa isto? A competitividade regional é a capacidade que uma região tem de oferecer um ambiente atraente e sustentável às empresas e aos cidadãos para que ali vivam e trabalhem. E este ICR inclui tudo o que contribui para esse fim, divididos em 3 grupos. O primeiro grupo – Básico - inclui cinco pilares que representam os principais fatores básicos da economia: instituições, estabilidade macroeconómica, infraestruturas, saúde e ensino básico; o segundo – Eficiência – inclui fatores relacionados com uma mão-de-obra mais qualificada e um mercado de trabalho mais eficiente; e o terceiro grupo – Inovação – que, numa fase mais avançada de desenvolvimento da economia regional, é composto por maturidade tecnológica, sofisticação empresarial e a própria inovação.

Estes dados reforçam os esforços da Comissão para apoiar as reformas estruturais nos seus Estados-Membros e estimula capacidades de inovação das regiões da União Europeia, através dos investimentos ao abrigo da política de coesão. Lançado em 2010 e publicado de 3 em 3 anos, o índice de competitividade regional permite que as regiões controlem e avaliem a sua evolução ao longo do tempo e em comparação com outras regiões. Assim sendo, qualquer pessoa pode encontrar online – no website da Comissão Europeia -, de forma fácil e transparente, como se encontra a sua região no que toca à inovação, governança, transportes, infraestruturas digitais, saúde ou capital humano. A ferramenta foi também concebida para ajudar as regiões a identificarem os seus pontos fortes, os pontos fracos e as prioridades de investimento, o que lhes será especialmente útil na hora de definirem as estratégias de desenvolvimento a seguir.
Uma vez que cada região é um caso único, a Comissão Europeia presta apoio individualizado no sentido de reforçar a competitividade das regiões e prestar a ajuda necessária para que estas possam tirar o melhor partido possível dos seus recursos.

Mapa em http://ec.europa.eu/regional_policy/en/information/maps/regional_competitiveness/#2

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