Importante Resolução do PEConsciência europeia e o totalitarismo

Por Jornal Rostos
Esta importante posição política "expressa o seu respeito por todas as vítimas dos regimes totalitários e antidemocráticos na Europa e presta o seu tributo a todos quanto lutaram pela tirania e opressão" e sublinha a necessidade de se manter viva a memória do passado, apelando a que "o dia 23 de Agosto seja proclamado, em toda a Europa, Dia da Memória das Vítimas de todos os regimes autoritários e totalitários". A Resolução em causa condena o nazismo, o estalinismo e os regimes fascistas e comunistas causadores de milhões de vítimas e de uma história trágica.
O Parlamento aprovou ainda uma proposta do Grupo Socialista Europeu que, aludindo aos regimes "antidemocráticos, autoritários e totalitários" se refere expressamente à Grécia, a Espanha e a Portugal que "...sofreram com regimes fascistas de longa duração".
Os Deputados portugueses do Partido Socialista deram o seu contributo na elaboração de propostas de emendas e votaram favoravelmente a Resolução.
Mas nem todos os Deputados portugueses o fizeram. É necessário que se saiba que os Deputados comunistas, Pedro Guerreiro e Ilda Figueiredo, esta anunciada cabeça-de-lista pelo PCP às próximas eleições ao PE, pura e simplesmente não votaram a Resolução em causa. Limitaram-se a assistir à votação, dela se demitindo, como se nada tivessem a ver com o tema. Esta é uma clara posição política que radica no fundamentalismo, no dogmatismo e na cegueira relativamente a factos históricos incontornáveis e a realidades políticas, como as do nazismo e do estalinismo, causadores de tirania, opressão, miséria humana e milhões de mortos, vítimas daqueles regimes e dos seus responsáveis e ideólogos.
Os comunistas portugueses arvoram-se de serem os grandes combatentes do fascismo em Portugal, tentando, assim, ocultar as suas verdadeiras raízes ideológicas; nas Instituições Europeias e quando confrontados com a nua, crua e trágica realidade das consequências do comunismo, do estalinismo e do totalitarismo, põem-se de parte e lavam as mãos como se o suporte ideológico que ainda hoje alimenta o PCP não tivesse sido ele um dos causadores de muitos e hediondos crimes cometidos na Europa e no ex-bloco Soviético.












