Deputados dos Grupos do PPE e LiberalRecusaram votar a favor do alargamento da licença de maternidade na UE
A Deputada Edite Estrela denunciou hoje, em Estrasburgo, a posição "retrógrada" e "irresponsável" da maioria de direita no PE por não ter votado a favor do alargamento da licença de maternidade na UE.
A maioria de direita composta pelos grupos do PPE e do ALDE (Liberais) recusou votar as propostas legislativas de Edite Estrela com vista ao alargamento da licença de maternidade na União Europeia das actuais 14 para 20 semanas, o que segundo a eurodeputada socialista representa o regresso "à estaca zero".
Por Jornal Rostos
As propostas deverão ser debatidas de novo na Comissão dos Direitos da Mulher, na próxima legislatura. Edite Estrela manifestou a sua surpresa com o "volte-face" operado no hemiciclo de Estrasburgo afirmando que o adiamento da revisão da actual legislação comunitária "é muito negativo".
"O que aconteceu hoje no Parlamento Europeu revela o espírito conservador e arcaico da direita", afirmou a Deputada que exortou as mulheres europeias, e os cidadãos em geral, a meditarem no sucedido e a votarem em conformidade nas eleições europeias de Junho próximo.
"É mais uma razão para os cidadãos votarem nas próximas eleições europeias a favor de quem, no Parlamento Europeu, defende os cidadãos e promove a igualdade de género", afirmou. "Não temos a mesma concepção da sociedade", sublinhou manifestando a necessidade de alterar a actual relação de forcas no hemiciclo. "É necessário reforçar a votação e o número de Deputados do Grupo Socialista Europeu", alertou. "A maioria de direita tem de ser substituída por uma maioria de esquerda, com sentido da responsabilidade, que coloque as pessoas em primeiro lugar e reforce o modelo social europeu".
A legislação apresentada pela eurodeputada socialista prevê, designadamente, aumentar das actuais 14 para as 20 semanas (a Comissão Europeia propunha 18) a duração mínima da licença de maternidade na UE e estabelecer, pela primeira vez, uma licença de paternidade vinculativa de, pelo menos, duas semanas.
Os socialistas europeus e a relatora do PE, Edite Estrela, prometem que este dossier será uma das suas prioridades na próxima legislatura.












