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Europa

Tratamento do Cancro do Ovário e SarcomaTRABECTIDINA RECEBE 5 NOVAS APROVAÇÕES FORA DO ESPAÇO ECONÓMICO EUROPEU

A trabectidina foi aprovada para o tratamento dos sarcomas de tecidos moles em Israel, Panamá e da Ucrânia. As autoridades do Paraguai e do Azerbaijão aprovaram a trabectidina para a indicação do cancro do ovário reincidente e sensível a medicamentos contendo platina. A trabectidina está, actualmente, aprovada em 56 países.

4 min de leitura

Por Jornal Rostos

O Centocor Ortho Biotech Products informou da aprovação da trabectidina pelas autoridades reguladoras em Israel, Panamá e da Ucrânia para a indicação de sarcomas de tecidos moles avançados em adultos e pelas autoridades do Paraguai e do Azerbaijão para a indicação de cancro do ovário reincidente e sensível a medicamentos contendo platina. Nestes dois últimos países a trabectidina já tinha sido aprovada para os sarcomas de tecidos moles.

A trabectidina recebeu aprovação de comercialização para o tratamento do cancro do ovário reincidente sensível a medicamentos contendo platino da Comissão Europeia em Setembro de 2009. Fora do Espaço Económico Europeu (EEE), a trabectidina está aprovado nas Filipinas e Cazaquistão e já recebeu aprovação das autoridades reguladoras do Paraguai e do Azerbaijão para a mesma indicação.

Com estas três novas aprovações na indicação dos sarcomas dos tecidos moles, a trabectidina esta autorizada para esta indicação em 25 países fora do EEE: Argentina, Azerbaijão, Bolívia, Chile, Colômbia, Coreia do Sul, Curaçao, Hong Kong, Índia, Israel, Cazaquistão, Macau, Malásia, México, Panamá, Paraguai, Rússia, Singapura, Suíça, Tailândia, Ucrânia, Uruguai, Venezuela e Vietname.

Além disso, estão a ser realizados estudos clínicos para ampliar o uso da trabectidina nos sarcomas, como um estudo de primeira linha em doentes com tumores associados a translocação, e um outro estudo em crianças com diagnóstico de sarcoma de Ewing, rabdomiossarcoma, e outros sarcomas de tecidos moles. A trabectidina está a ser estudada para tumores sólidos, como o cancro de próstata, cancro da mama e cancro do pulmão.

A trabectidina tem a designação de medicamento órfão para o tratamento do sarcoma dos tecidos moles e cancro do ovário na União Europeia, E.U.A. e Suíça e Coreia do Sul para o sarcoma de tecido mole.

Sobre o sarcoma de tecidos moles
O sarcoma é um grupo diversificado de mais de 50 tipos de tumores que ocorrem no tecido adiposo, músculos, tecido nervoso, tendões e vasos sanguíneos e linfáticos.
Quase metade desses tumores que afectam as extremidades. Sarcomas de tecidos moles (STM) têm uma incidência de cerca de 4/100.000 casos novos por ano, o que representa 2 por cento da mortalidade global por cancro. A maior incidência regista-se em indivíduos com 50 anos de idade. A taxa de sobrevida dos doentes após cinco anos é de cerca de 90 por cento quando detectado precocemente (fase I), ou seja, quando o tumor é pequeno e sem metástases. No entanto, a taxa de sobrevida após cinco anos em doentes com doença metastática é de 10-20 por cento. A esperança de vida dos doentes com metástases é de 8-12 meses depois de receber a terapêutica de primeira linha.

Cancro do Ovário
No Ocidente, o cancro do ovário representa 4 por cento de todos os cancros que afectam mulheres e é a quinta causa de morte por cancro entre as mulheres (de acordo com a American Cancer Society, 2005). Segundo os resultados das recomendações clínicas ESMO 2009, a incidência de cancro dos ovários na União Europeia é 18/100.000 mulheres por ano e a mortalidade é de 12/100.000 mulheres por ano. A idade média de diagnóstico é 63 anos e a sua incidência aumenta com a idade e na oitava década de vida, embora a doença também pode afectar as mulheres mais jovens, especialmente em casos com história familiar da doença. Cerca de 70 por dento das mulheres com cancro dos ovários são diagnosticados tardiamente, quando a doença já está em fase avançada (estágios III e IV). Apenas 15 -20 por cento dos doentes com doença avançada sobrevivem cinco anos ou mais, esta percentagem atinge os quase 90 por cento em doentes com doença em estádio I (a primeira) e 70 por cento para aqueles com estádio II (intermediário).

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