PAULO RANGEL DURANTE O DEBATE SOBRE A RESPOSTA DA UE À CRISETAXAS DE JURO APLICADAS PELA UE A PORTUGAL SÃO MUITO ELEVADAS
Por Jornal Rostos
Na resposta a uma questão colocada pelo deputado alemão do grupo dos verdes Sven Giegold, Paulo Rangel respondeu sugerindo que as taxas fossem revistas "se nos primeiros meses Portugal demonstrar que está a cumprir rigorosamente o que resulta do acordo, terá condições para pedir uma revisão das taxas.", afirmou.
Paulo Rangel disse ainda que "Talvez fosse tempo de ter uma resposta europeia global com a admissão dos eurobonds, com a possibilidade de venda no mercado primário, responder aos mercados internacionais e seria talvez a altura da UE, o Fundo e o FMI reverem as taxas de juro de forma a darem a possibilidade de, baixando essas taxas, haver um crescimento sustentado dos países que estão hoje em dificuldades."
Paulo Rangel lembrou Portugal não está a receber uma ajuda financeira gratuita: "é preciso dizer às opiniões públicas que estão contra as ajudas que não se trata de uma dádiva. Mais, estão a emprestar dinheiro a taxas de juro muito altas. "
Referindo-se ao acordo da Troika, Paulo Rangel referiu que "o acordo encontrado para Portugal é um acordo equilibrado. É muito duro para as populações mas põe o seu ponto fundamental nas reformas estruturais."
Referindo-se em particular à intervenção da Deputada socialista Edite Estrela, Paulo Rangel sublinhou que os países como a Grécia, Irlanda e Portugal não fizeram tudo bem e exageraram "os nossos governos erraram e tiveram politicas erradas mas isso não significa que não haja agora uma oportunidade para voltar a entrar no caminho certo."












