Política Europeia de Vizinhança«Agora é o tempo de agir» afirma o eurodeputado Mário David

Por Jornal Rostos
"Queremos demonstrar que já não nos podemos abster na defesa da Democracia, dos Direitos Humanos e especialmente da justiça social. Já não nos podemos centrar somente na estabilidade a curto prazo, em detrimento da defesa dos interesses dos cidadãos, da sua dignidade, das suas liberdades individual e colectiva, e muito em especial da defesa dos direitos das mulheres e das crianças", afirmou Mário David, relator do Parlamento Europeu para a Politica Europeia de Vizinhança- dimensão Sul.
Uma nova estratégia para a Política Europeia de Vizinhança (PEV) tendo como principal objectivo o de "dar o poder e a palavra aos cidadãos" (empowering citizens) e às suas organizações, bem às autoridades locais e regionais, será posta em prática pela UE, sendo adaptada à realidade socioeconómica e política de cada país vizinho.
Mário David, que é o Presidente da Delegação do Parlamento Europeu para as relações com os Países do Maxereque e Membro da Delegação à Assembleia Parlamentar da União para o Mediterrâneo, defende uma abordagem ´de baixo-para-cima´ e Políticas ´feitas à medida´ (bottom up approach and tailor-made policies), logo um maior condicionalismo e uma maior diferenciação como objectivos para esta política, de forma a garantir uma melhor assistência para cada um dos países vizinhos da UE. Considera ainda Mário David que "terá que ser garantido que o financiamento corresponde à ambição política agora demonstrada".
De acordo com o eurodeputado Português, "a UE deve seguir uma abordagem ´de baixo-para-cima´ e Políticas ´feitas à medida´ [referidas anteriormente], aumentando o seu apoio ao desenvolvimento e à capacitação institucional, (o institution-building que tanto queremos fomentar e que se encontra na base do Estado de Direito e do processo democrático), bem como a todos os movimentos da sociedade civil que se identificam com os nossos valores, dando apoio a movimentos organizados que se esforcem por obter mudanças positivas e democráticas nos seus países: melhorando os direitos das mulheres e das crianças, (e muito em particular a participação cívica e política das mulheres), construindo e aprofundando os princípios democráticos da liberdade (de expressão, de associação, de crenças religiosas, de imprensa, de escolha, etc), eleições justas ou o combate à corrupção, o Estado de Direito, maior justiça social, o respeito pelas minorias, a protecção ambiental e a eficiência dos recursos, por exemplo. Precisamos igualmente de promover auxílio económico imediato, de forma a favorecer as necessárias mudanças socioeconómicas, condições prévias para uma estabilização e prosperidade sustentáveis", acrescentando que "é um facto que, resolvendo os problemas económicos dos países nossos vizinhos a Sul, estaremos também a resolver parte dos nossos problemas de migração".
"Agora é o tempo de agir! Quanto mais rápido, melhor! Para as efectivas necessidades e aspirações dos povos dos países nossos vizinhos, amanhã é sempre tarde demais!", concluiu Mário David.












