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Europa

Nuno Melo eurodeputado sugere medidas protecionistas para combater o desemprego

Os números são alarmantes. As previsões anunciadas pelo governo apontam para que, ainda este ano, a taxa de desemprego em Portugal atinja os 14,5%. O flagelo não é um exclusivo do país, porque o mesmo repete-se em muitos dos estados-membros da União Europeia (UE).

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Nuno Melo eurodeputado sugere medidas protecionistas para combater o desemprego

Por Jornal Rostos

Neste cenário de crise, o deputado Nuno Melo critica a inexistência de medidas politicamente relevantes que impeçam a deslocalização das empresas para países emergentes permitindo, assim, o encerramento de inúmeros postos de trabalho.

O eurodeputado do CDS-PP diz ainda que, pior é a permissividade da Europa ao aceitar a abertura do mercado a produtos produzidos em países emergentes, cujas empresas não cumprem as mesmas regras, nem suportam os mesmos custos administrativos, sociais e ambientais que são exigidos às empresas europeias, violando as normais regras de um mercado saudável e promovendo a concorrência mais desleal.

Nuno Melo aponta ainda a contradição de se exigir aos países, principalmente os intervencionados por planos de austeridade, que produzam mais e exportem mais, enquanto que pouco ou nada se faz, para assegurar a imposição das mesmas regras a todos quantos pretendam produzir e vender os seus produtos no espaço da UE.

Dando o exemplo das políticas protecionistas impostas pelos Estados Unidos da América (EUA), o eurodeputado apresentou um requerimento à Comissão Europeia (CE) para saber se esta pretende fixar medidas de apoio ao mercado comum, no sentido de beneficiarem as empresas que optem por manter-se no território europeu, e penalizando as que querem sair, incluindo as que anteriormente já beneficiaram de ajudas comunitárias concedidas na expectativa da sua fixação dentro da UE.

Neste requerimento Nuno Melo pergunta, também, como será possível aos países europeus pagarem as suas dívidas, sem que lhe sejam dadas hipóteses de produzir e criar postos de trabalho, e se a CE não considera evidente que as atuais condições concorrenciais questionam intoleravelmente o mercado saudável que é suposto ser desígnio da U.E, e que condenam empresa e empregos.

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