Leasing cresce na Europa, mas não em Portugal
Por Jornal Rostos
De acordo com a instituição, o leasing de equipamentos e veículos mostrou um forte crescimento no ano passado: 8,4% e 11,7%, respetivamente.
Por seu turno, o leasing imobiliário acompanhou a tendência de crise e apresentou uma quebra de 13%, empurrado em grande parte pelas contrações no sector verificadas em Itália e França, os dois maiores mercados de leasing imobiliário da Europa.
Apesar dos números europeus serem globalmente positivos, existem diferenças de resultados entre as várias regiões europeias: a Alemanha, a França e a Áustria com bons resultados à exceção do imobiliário; os países nórdicos e o Reino Unidos com crescimento no leasing de veículos e quebra no leasing de equipamentos; e a Rússia com forte expansão no mercado do leasing no seu todo.
No caso português, em 2011 o leasing sofreu uma forte quebra - 42% - em todas as suas vertentes. Um reflexo inevitável do clima de recessão económica que se tem feito sentir de forma transversal na economia nacional.
Para o presidente da ALF, “estes números europeus são muito encorajadores e mostram que a indústria está a recuperar a nível Europeu, provando que consegue ultrapassar os desafios com que está a ser confrontada pelo crescente clima de instabilidade económica. Já em Portugal não se perspectiva que o ano de 2012 seja um ano de recuperação, muito pelo contrário, continuar-se-á a verificar uma quebra acentuada, à qual não será alheia a nova atitude das entidades públicas, que têm vindo a criar problemas operacionais ao produto”.
“O leasing desempenha um papel relevante no financiamento das empresas portuguesas, em especial das PME, e sendo o leasing o indicador por excelência do desempenho do investimento nacional, claro se torna que a economia não apresenta ainda sintomas de recuperação, muito pelo contrário”, refere ainda Beja Amaro.












