Um centro europeu para lutar contra o ciber crime e proteger os consumidores
Hoje, a Comissão Europeia propôs a criação de um Centro Europeu de Cibercrime para ajudar a proteger os cidadãos e empresas contra tais ciber-ameaças.

Por Jornal Rostos
O centro vai ser criado dentro do Serviço Europeu de Polícia, a Europol, em Haia (Holanda). O centro será o ponto focal europeu na luta contra o cibercrime e incidirá sobre atividades ilegais on-line realizadas por grupos do crime organizado, particularmente aqueles que geram grandes lucros criminosos, como fraudes online com cartões de crédito e contas bancárias.
Os peritos da UE também irão trabalhar na prevenção de crimes cibernéticos que afetam as atividades on-line, aumentando assim a confiança dos consumidores. A missão do Centro Europeu de Cibercrime será proteger perfis nas redes sociais e ajudar a luta contra roubo de identidade online. Também vai incidir sobre crimes cibernéticos que causam sérios danos às suas vítimas, como a exploração sexual infantil na Internet e ciber-ataques que afetam a infra-estrutura crítica e os sistemas de informação na União Europeia.
Em 2011, quase três quartos (73 por cento) dos agregados familiares europeus tinham acesso à Internet em casa e em 2010 mais de um terço dos cidadãos da UE (36 por cento) dispunham de online banking. Oitenta por cento dos jovens europeus estão conectados através de redes sociais.
O Centro Europeu irá avisar os estados membros da UE de ameaças do cibercrime e alertar sobre os pontos fracos das suas defesas online. Irá identificar os ciber-criminosos e infratores das redes no ciberespaço. Vai prestar apoio operacional nas investigações concretas, seja com assistência ou forense, ajudando a criar equipas de investigação conjuntas.
O início das atividades do Centro está previsto para janeiro do próximo ano.
Para o Centro a ser estabelecido, a proposta da Comissão deverá agora ser aprovada pela autoridade orçamental da Europol.












