660 milhões de euros de financiamento da União Europeiapara investigadores de alto nível

Por Jornal Rostos
No seu sexto e último convite à apresentação de propostas relativo a Subvenções para Investigadores Avançados no âmbito do Sétimo Programa-Quadro de Investigação (7.º PQ), o CEI concederá subvenções individuais até um montante de 3,5 milhões de euros. Este financiamento, que é um dos mais prestigiados a nível mundial concedido a investigação de fronteira, permitirá a investigadores seniores conceituados prosseguirem os seus trabalhos de investigação fundamental. O próximo convite à apresentação de propostas relativo a Subvenções para Investigadores Avançados será o primeiro no âmbito do Horizonte 2020, o novo programa de investigação e inovação da UE.
A Comissária Europeia para a Investigação, Inovação e Ciência, Máire Geoghegan-Quinn, declarou: «O Conselho Europeu de Investigação financia os investigadores mais eminentes no respetivo domínio e nós precisamos destes cérebros na Europa. A sua criatividade e o seu trabalho árduo geram conhecimentos valiosos em si mesmos, mas que têm também frequentemente um impacto positivo nas nossas sociedade e economia. É por isso que o orçamento do CEI será substancialmente aumentado no Programa-Quadro Horizonte 2020.»
Neste convite, os candidatos selecionados são de 27 nacionalidades, sendo o maior número de investigadores do Reino Unido, Alemanha, França, Países Baixos e Itália. Os beneficiários trabalham em cerca de 150 instituições de 18 países do Espaço Europeu da Investigação (EEI).
Neste convite específico, foram apresentadas ao CEI um pouco mais de 2 400 candidaturas, o que constitui um ligeiro aumento (4,5%) em relação ao ano passado. Graças às subvenções do CEI, os cientistas selecionados neste convite poderão constituir as suas próprias equipas de investigação, estimando-se que possam contratar cerca de 1 200 doutorados e doutorandos como membros de equipas CEI.
Estas Subvenções para Investigadores Avançados são atribuídas a investigadores de alto nível, conceituados, de qualquer nacionalidade ou idade, independentes no plano científico e com um currículo recente de investigação, bem como com um perfil que permita identificá-los como líderes nos seus respetivos domínios. O CEI financia também jovens investigadores em início de carreira (Subvenções do CEI de Arranque) e cientistas já independentes e de nível excelente (Subvenções do CEI de Consolidação).
Contexto
As subvenções do CEI destinam-se a investigadores de alto nível de qualquer nacionalidade, estabelecidos, ou dispostos a estabelecer-se, no Espaço Europeu da Investigação (EEI) (Estados-Membros da UE e países associados aos programas de investigação da UE). Na sua qualidade de Estados-Membros da UE de maiores dimensões, o Reino Unido, a Alemanha e a França são os países que acolhem o maior número absoluto de investigadores selecionados no presente convite. Em relação à dimensão da população, os Países Baixos, o Reino Unido, a Finlândia e a Dinamarca (dos países da UE), e a Suíça e Israel (dos países associados ao programa de investigação da UE) são os que acolhem o maior número de candidatos selecionados neste convite.
A taxa de sucesso geral neste convite é de cerca de 12%. A percentagem de mulheres selecionadas é de um pouco mais de 13%, refletindo a persistente sub-representação das mulheres em funções superiores de investigação. A idade média dos investigadores a financiar é de 53 anos.
Das propostas selecionadas, 45% dizem respeito às «Ciências Físicas e Engenharia», 36% às «Ciências da Vida» e 18% às «Ciências Sociais e Humanas». Os beneficiários foram selecionados mediante uma avaliação interpares em 25 painéis constituídos por cientistas de renome de todo o mundo.
Criado pela UE em 2007, o Conselho Europeu de Investigação é a primeira organização pan-europeia de financiamento da excelência na investigação de fronteira. O CEI, que é uma componente pioneira do 7.º Programa-Quadro de Investigação da UE (Programa Específico «Ideias»), dispõe de um orçamento total de 7,5 mil milhões de euros para o período de 2007 a 2013. A Comissão Europeia propôs um aumento significativo do orçamento do CEI no novo Programa-Quadro «Horizonte 2020» (2014-2020).












