Europeus preocupados com o excesso de lixoIdeias de cidadãos portugueses chegam à Comissão Europeia

Por Jornal Rostos
Especialistas reúnem-se para discutir a viabilidade destas ideias no contexto da investigação e da inovação tecnológica que se faz em Portugal. Exemplos práticos são apresentados ao público, que poderá experimentar algumas das práticas já disponíveis.
Os cidadãos europeus podem pela primeira vez influenciar directamente as políticas de investigação da União Europeia. E fazem-no através de uma série de consultas inovadoras, financiadas pela Comissão Europeia e conduzidas por centros e museus de ciência dos 27 estados-membros. O projecto VOICES (Views, Opinions and Ideas of Citizens in Europe on Science) reuniu ao longo de um ano 1000 cidadãos para debater este tema.
O VOICES mostra como os centros e museus de ciência são espaços de encontro dos cidadãos para o debate das questões que mais afectam a sociedade, diz Marzia Mazzonetto, gestora de projectos do ECSITE e coordenadora do VOICES. A UE garante que os cidadãos estão de facto a ser ouvidos, na medida em que os resultados desta consulta serão tidos em conta na investigação científica.
Os focus groups do VOICES revelaram que os cidadãos da Europa dão prioridade à necessidade de embalagens 100% recicláveis ou biodegradáveis, a novas tecnologias para facilitar a reciclagem doméstica e à incineração de resíduos para produção de energia. Foram também apresentadas ideias inovadoras - por exemplo, caixotes de lixo inteligentes, para a reciclagem - com novos rumos para a investigação sobre gestão de resíduos.
A União Europeia procura constantemente aproximar a Europa dos cidadãos e levar os resultados da investigação e inovação ao encontro das necessidades e expectativas da sociedade, explica Gilles Laroche, que dirige a unidade Ética e Género da DG Research da Comissão Europeia. Os centros e museus de ciência são interfaces insubstituíveis para ligar investigadores e decisores políticos com o público. A iniciativa piloto VOICES ofereceu aos cidadãos europeus uma oportunidade única para contribuírem para a definição das prioridades de investigação do Horizonte 2020.
Em Portugal, a consulta pública foi organizada pelo Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva. A prioridade foi dar voz às preocupações das pessoas sobre o lixo nas nossas cidades, e conhecer as suas ideias para uma sociedade sem desperdício, aponta Carlos Catalão, que conduziu as consultas portuguesas.












