Projeto Barreiro/Moita OFICINA SARAMAGONúmero especial da revista Vértice lançado na Fundação José Saramago
Ciclo de celebração do escritor e do cidadão
“O Barreiro é uma grande oficina de cultura, de saberes, de sensibilidades. Fizemos este caminho em conjunto. Este processo natural de construção caracteriza o Barreiro”, disse Carlos Humberto de Carvalho

Por Jornal Rostos
Dezenas de pessoas aceitaram o convite da revista Vértice, da Comissão Coordenadora do Projecto "Oficina Saramago" de Barreiro e Moita e da Fundação José Saramago e compareceram, no dia 3 de dezembro, no lançamento do número especial da revista, na Casa dos Bicos/Fundação José Saramago, em Lisboa. Esta publicação reúne as apresentações de nove conferencistas durante a realização do Ciclo Internacional de Conferências “José Saramago: o escritor e o cidadão”.
Refira-se que o Projecto “Oficina Saramago” durou um ano, tendo terminado a 23 de novembro de 2012. A comissão coordenadora juntou a Câmara Municipal do Barreiro, a Câmara Municipal da Moita, a Escola Secundária de Santo André e a Cooperativa Cultural Popular Barreirense e envolveu inúmeros parceiros, entre escolas, associações, coletividades e entidades privadas.
Antes da apresentação do número 168 da revista Vértice, o painel de abertura da sessão reuniu o Presidente da Cooperativa Cultural Popular Barreirense, Pedro Canário, a Directora do Agrupamento de Escola de Santo André, Arlete Cruz, o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto de Carvalho, o Presidente da Câmara Municipal da Moita, Rui Garcia e a Presidenta da Fundação José Saramago, Pílar del Rio.
Pedro Canário salientou o facto de este ter sido um projeto em rede, no qual todos contribuíram com as suas competências, e que assumiu uma grande importância na vida dos concelhos do Barreiro e Moita, e não só ao nível da comunidade escolar. “Considero-o um projeto exemplar”, disse, acrescentando que “hoje saudamos particularmente os conferencistas que acrescentaram ao projeto um enorme valor”. A finalizar afirmou que José Saramago representa uma certa maneira de estar e de trabalhar na cultura.
Arlete Cruz recordou os ‘primeiros passos’ do projeto, em Maio de 2011, dizendo ter sentido “desde logo que estavam reunidas as condições para que um trabalho em rede pudesse acontecer”. Lembrou os inúmeros trabalhos que foram realizados em contexto escolar e salientou que, em simultâneo, decorriam as conferências, “a primeira delas, na Escola Secundária de Santo André, proferida pela Pílar del Rio”. A terminar deixou agradecimentos à Fundação pela adesão incondicional ao projeto.
Não desistir. Em conjunto ultrapassar as dificuldades.
“Esta também é uma forma de homenagear José Saramago”
Carlos Humberto de Carvalho agradeceu a todos os que integraram de forma voluntaria e graciosa este projeto e, estabelecendo um paralelismo com o nome do mesmo «Oficina Saramago» disse que “o Barreiro é uma grande oficina de cultura, de saberes, de sensibilidades. Quando nos juntamos, uns aos outros, temos mais força. Fizemos este caminho em conjunto”, acrescentou, para salientar, aqui, o papel decisivo da Cooperativa Cultural Popular Barreirense, “e posso dizer que este foi um processo natural de construção, aspeto que nos caracteriza no Barreiro”.
Referindo que mesmo em alturas conturbadas, como a que vivemos, “é possível fazer coisas” e que as dificuldades existem para serem ultrapassadas, o Presidente do Município do Barreiro afirmou que a forma como as dificuldades foram superadas, em conjunto, “também é uma forma de homenagem a José Saramago. Não desistir. Caminhar sempre”.
A fechar, Rui Garcia, Presidente da Câmara Municipal da Moita, acrescentou que a apresentação desta revista “é um bom culminar deste projeto”. Nas suas palavras, “exemplar pelo envolvimento que conseguiu, desde o início. Dois municípios, duas comunidades escolares e o movimento associativo de dois concelhos. Foi, de facto, exemplar”.
Pílar del Rio, Presidenta da Fundação José Saramago partilhou que a revista Vértice marcava presença regular em casa do casal, pelo menos até 1973. “Faz parte da nossa memória e é uma referência dentro e fora de Portugal. É para a fundação um orgulho que esta apresentação seja feita, hoje, aqui.”
Sobre a revista Vértice, falou o seu editor, Francisco Melo, numa segunda parte da sessão, onde esteve acompanhado por representantes da Comissão Coordenadora do projeto. Relembrou que a mesma foi criada em 1942, que é uma publicação multidisciplinar e que este número especial, o 168, “veio enriquecer e contribuir para divulgar a obra de José Saramago cuja importância se espelha nas três dezenas de artigos postos à disposição dos interessados pela Vértice, até hoje”.
Na sequência destas palavras foi projetado o filme realizado por alunos da Escola Secundária do Agrupamento Alfredo da Silva, a partir do texto “Sorriso” de José Saramago. No fim da sessão, os convidados foram presenteados com uma atuação do Duo da Escola de Jazz do Barreiro.
Refira-se que o número 168 da revista Vértice está à venda ao público na Fundação José Saramago e que estará, dentro de dias, disponível também na Cooperativa Cultural Popular Barreirense, localizada na Rua Miguel Bombarda, no Barreiro.
Fonte - CMB













