Moita - Conferências 500 anos do Foral de Alhos VedrosNo Bico da Passadeira vestígios de uma ocupação neolítica com perto de 5000 anos
O programa da conferência de abertura foi dedicado à Arqueologia e os seus contributos para a História Local.
Sublinhou-se que a villa de Alhos Vedros estendia-se por um amplo território entre Aldeia Galega, Palmela e Cóina, lugar de muitas vinhas e bons vinhos em cima de pinhal, cujas zonas argilosas permitiram a construção de salinas.

Por Jornal Rostos
Pelo que registamos em diversos comentários referidos nas redes sociais nesta primeira conferência das "Jornadas de Arqueologia", que decorrem no âmbito das Comemorações dos 500 anos de Foral em Alhos Vedros, foram diversos os temas analisados.
Foi referido que passados 22 anos das escavações arqueológicas no adro da Igreja Matriz de Alhos Vedros: o achado mais antigo foi uma moeda de meio dinheiro de D. Sancho II que reinou entre 1223-1248.
A moeda estava junto a um dos esqueletos encontrados. Naquele período havia o hábito de se enterrarem os mortos com uma moeda presa entre os dentes...
Sublinhou-se que a villa de Alhos Vedros estendia-se por um amplo território entre Aldeia Galega, Palmela e Cóina, lugar de muitas vinhas e bons vinhos em cima de pinhal, cujas zonas argilosas permitiram a construção de salinas.
Salientou-se que a única pedreira existente no Concelho de Alhos Vedros era no Gaio, e que muita da pedra, inclusivé para fazer cal, vinha de Lisboa, margem norte do Tejo.
Registou-se que foi encontrado um utensílio no Vale da Amoreira- Fonte da Prata resultante da ocupação humana com, pelo menos, 1 milhão de anos.
Referiu-se que no Bico da Passadeira, hoje no concelho do Barreiro, encontraram-se vestígios de uma ocupação neolítica, a primeira exploração de sal da zona, com perto de 5000 anos.
Aqui ficam estas notas, com o agradecimento a Luis Santos, que as divulgou, e, nós aqui, no «Rostos» damos a conhecer aos nossos leitores.













