Moita - Fórum Cultural – Baixa da BanheiraCiclo de Cinema «Olhar Augusto Cabrita»
Nos dias 7, 14, 21 e 28 de maio, pelas 21:30h, o auditório do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, vai exibir vários filmes inseridos no Ciclo de Cinema “Olhar Augusto Cabrita”.

Por Jornal Rostos
Este ciclo de cinema está integrado no Projeto em Rede “Olhar Augusto Cabrita” que reúne vários parceiros numa homenagem a Augusto Cabrita, enquanto cineasta e diretor de fotografia, recordando a sua obra e, simultaneamente, dando a conhecer, ao público em geral, a obra do mestre.
As curtas-metragens de Augusto Cabrita – Hello Jim, Amália Canta “Oiça Lá ó Sr. Vinho e “Uma História de Comboios – Uma Viagem de Hans-Christian Andersen –, e os filmes Belarmino, Catembe e as Ilhas Encantadas são as propostas deste ciclo de cinema.
A entrada é gratuita.
7 DE MAIO, 21:30H
3 Curtas-metragens de Augusto Cabrita | Portugal | M/12
Hello Jim (1970)
Primeiro filme realizado a solo por Augusto Cabrita, com música de Carlos Paredes.
Amália Canta “Oiça Lá ó Sr. Vinho” (1971)
Um videoclip com Amália Rodrigues, filmado em Technicolor.
Uma História de Comboios – Uma Viagem de Hans-Christian Andersen (1978)
Filmado no Ribatejo, Lisboa, Barreiro, Sintra e Arrábida, a partir do livro de Hans Christian Andersen, “Uma Viagem a Portugal” (1866). Música de Fernando Lopes Graça.
14 DE MAIO, 21:30H
Belarmino (1964), 72 min. | Portugal | M/12
Realização: Fernando Lopes.
Direção de Fotografia: Augusto Cabrita
Primeira longa-metragem de Fernando Lopes e um dos filmes-chave do cinema novo português, para o qual terá contribuído, de forma determinante, a fotografia de Augusto Cabrita. Utilizando processos idênticos aos do cinema direto, o filme traça, entre o documentário, a ficção e a entrevista, o retrato de um antigo lutador de boxe, Belarmino Fragoso, acompanhando as suas deambulações por uma Lisboa que já não existe, num passeio por antigas salas de cinema e clubes noturnos onde a solidão, o medo e a derrota se cruzam.
21 DE MAIO, 21:30H
Catembe (1965), 80 min. | Portugal | M/12
Realização: Faria de Almeida
Direção de Fotografia: Augusto Cabrita
Uma das primeiras interpretações críticas sobre a realidade colonial, Catembe distingue-se pela sensibilidade estética, à qual não é alheio o contributo de Augusto Cabrita na fotografia. Este documentário procurou fixar o quotidiano de um bairro popular de Lourenço Marques, alternando, antes dos cortes impostos pela censura do regime salazarista, sequências de ficção com sequências documentais. A sua exibição acabou por ser proibida durante o Estado Novo, tendo figurado no Guinness como o filme na história do cinema que mais cortes sofreu pela censura.
28 DE MAIO, 21:30H
As Ilhas Encantadas (1965), 98 min. | Portugal e França | M/12
Realização: Carlos Vilardebó
Direção de Fotografia: Augusto Cabrita e Jean Rabier
Filme franco-português adaptado da novela de Herman Melville e rodado no arquipélago da Madeira, onde a fotografia de Augusto Cabrita é desde logo reconhecível, em colaboração com o francês Jean Rabier (que trabalhou, entre outros, com Claude Chabrol). Envolto por uma aura de filme maldito, ficou marcado por ter sido a única interpretação de Amália Rodrigues exclusivamente como atriz. No papel de uma mulher abandonada numa ilha inóspita, a fadista tem poucas falas e nunca canta, numa personagem trágica, de heroína grega, revelando um talento dramático poucas vezes explorado na atriz.













