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Otelo encerra «25 Abri» no Museu da Imprensa

O Museu Nacional da Imprensa vai encerrar no dia 31 de Maio, sábado, a exposição "25 de Abril, 40 Anos" com a presença de Otelo Saraiva de Carvalho.
O estratego do 25 de Abril de 1974 fará uma conferência-debate sobre a evolução da revolução dos cravos e a situação do país, às 15H30, no auditório do museu. No final, haverá uma visita à exposição que foi inaugurada a 28 de abril de 2013, por Vasco Lourenço, presidente da Associação 25 de Abril.

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Por Jornal Rostos

Esta exposição teve a particularidade de ir crescendo mês a mês com peças relativas à censura e à imprensa clandestina, a partir de um núcleo central que apresenta documentos inéditos sobre as reuniões secretas de preparação do MFA. O último núcleo desta longa mostra, é composto por dezenas de publicações evocativas da ´revolução dos cravos´ desde 1975 e muitas fotografias dos acontecimentos registados em abril/maio de 1974, no Porto e em Lisboa.
O ´capitão de Abril´ Otelo Saraiva de Carvalho terá a oportunidade de comentar o livro de atas clandestinas do Movimento das Forças Armadas, escritas pelo seu próprio punho, e outros documentos.
Esta será a última oportunidade para os visitantes poderem ver a enorme exposição que se estende por três pisos e que reúne centenas de documentos: fotografias, cartazes, provas de censura, jornais clandestinos, livros proibidos, humor e vários jornais evocativos do ´25 de abril´ ao longo dos 40 anos.
Este último núcleo com imagens inesquecíveis de Alfredo da Cunha, Bruno Neves, Pereira de Sousa e Ricardo Pereira junta-se a jornais clandestinos e a provas da censura feita às notícias sobre o próprio movimento revolucionário no dia 25 de abril de 1974. Este acervo documental e iconográfico é reforçado com um filme sobre o ´assalto´ às instalações da Pide, no Porto, com imagens de filmes censurados e autos de apreensão de livros editados durante a ditadura de Salazar/Caetano.

A par desta exposição, o Museu Nacional da Imprensa tem promovido mostras sobre a ´revolução´ em diferentes partes do país, do Minho ao Algarve, ao abrigo da sua política de descentralização cultural.

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