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Na Galeria Municipal do MontijoExposição «Revisitar Vespeira: 1925-2002»

“Revisitar Vespeira: 1925-2002” é o título da exposição que inaugura, no próximo dia 27 de fevereiro, às 21h30, na Galeria Municipal do Montijo. Uma mostra que tenta traçar um percurso pela obra desta figura incontornável da pintura portuguesa de meados do século XX.

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Na Galeria Municipal do Montijo Exposição «Revisitar Vespeira: 1925-2002»

Por Jornal Rostos

Até 27 de março, terá oportunidade de apreciar trabalhos de várias fases do pintor, desde a década de 40 até à década de 80 do século passado. Os trabalhos apresentados foram cedidos pela Galeria Valbom e pelo filho do autor, Pedro Vespeira.
A obra de Marcelino Vespeira é de uma grande versatilidade e criatividade e passou por diversas correntes: no início o neorrealismo, depois o surrealismo, o abstracionismo geométrico e lírico, fixando-se, finalmente, no surrealismo, que considerava uma “filosofia de vida, a partir da qual interpretava o mundo circundante”.
Em 1948 rompe com o neorrealismo e, juntamente com Fernando de Azevedo, José Augusto França e Cesariny, funda o Grupo Surrealista de Lisboa, tendo sido um dos nomes mais marcantes deste movimento. Integra a primeira exposição do Grupo Surrealista de Lisboa em 1949.
Na década de 50, passou pelo abstracionismo geométrico, tendo participado no 1.º Salão de Arte Abstrata. Em 1957 recebe o Prémio “Columbano” e, em 1958/59, foi bolseiro da Gulbenkian.
Em 1964 ilustra o livro “Terrear” de António Ramos Rosa, onde o poeta lhe faz uma homenagem com o poema “Esquiador”. A obra de Vespeira teve sempre uma carga erótica, que foi aperfeiçoando com o tempo. A partir de 1967, embora continue a cultivar a sensualidade, esta assume uma génese biológica, revelando o seu interesse pela geometria e simetria orgânica.
Vespeira nasceu no Samouco. A sua forte ligação ao Montijo levou a Câmara Municipal do Montijo a homenagear a sua obra, com a criação do Prémio Vespeira em 1985.
O seu longo historial de trabalho nas artes gráficas e de resistência ao Estado Novo, tiveram sequência após o 25 de Abril de 1974, o qual viveu intensamente, colaborando ativamente com o Movimento das Forças Armada, tendo sido o autor do conhecido símbolo do MFA.
Em 1989 pintou a sua última obra “Fontela”. Em 2000 foi premiado pela Associação Internacional de Críticos de Arte. Faleceu em 2002.
Não perca esta excelente oportunidade de rever e conhecer melhor o trabalho de Marcelino Vespeira, um talento maior da pintura portuguesa!

Horário da exposição: segunda a sexta-feira, 9h00-12h30 e 14h00-17h30

Fonte - CMM

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