Jornada de Agitação e Luta de Fevereiro de 1935 no BarreiroEspaço Memória inaugura exposição «O Regresso das Bandeiras»

Por Jornal Rostos
“O Regresso das Bandeiras” resulta de uma parceria entre o Município do Barreiro e o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, assinalando um momento icónico da História do Barreiro do século XX, da resistência ao Estado Novo e da luta pela liberdade e pela paz.
Programa:
16h00 – Abertura oficial das “Comemorações dos 80 Anos da Jornada de Agitação e Luta de Fevereiro de 1935, no Barreiro – Exposição “O Regresso das Bandeiras”
16h10 – Intervenção do Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto de Carvalho
16h20 - Intervenção de Silvestre Lacerda, Diretor-Geral do Livro dos Arquivos e das Bibliotecas
16h30 – Abertura oficial da Exposição “O Regresso das Bandeiras” pelo Presidente da CMB, Carlos Humberto de Carvalho e por Silvestre Lacerda, Diretor-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas
17h30 – Fim do evento
Sobre a Bandeira Vermelha
Sobre as memórias da «Bandeira Vermelha» reproduzimos um texto de Vanessa de Almeida, historiadora, publicado no trabalho sobre a «Rota da Resistência no Barreiro».
Rua da Bandeira – Semana de Agitação e Luta em Fevereiro de 1935
No dia 28 de Fevereiro de 1935 tem lugar uma jornada de agitação no Barreiro, organizada pela Comissão Inter-Sindical (CIS), afecta ao PCP. Envolvendo operários da CUF e ferroviários, ilustra a influência crescente do partido comunista no seio do operariado barreirense.
A acção tem início às 22.15h, mediante o corte da energia eléctrica, apagão que só viria a ser normalizado com o restabelecimento da corrente eléctrica meia-hora mais tarde. São hasteadas bandeiras vermelhas em toda a vila, a par da distribuição de material de propaganda. Na chaminé das oficinas dos Caminhos de Ferro do Sul e Sueste, é hasteada uma bandeira vermelha de grandes dimensões, pelas mãos de Acácio José da Costa, responsável pelo Comité Local
do PCP, coadjuvado pelos ferroviários José João Rodrigues, Joaquim Rebelo e António Fernandes. Face à dimensão dos
acontecimentos, a PVDE é chamada a intervir, deslocando-se à CUF e às Oficinas dos CFSS à procura de possíveis cabeças de motim, acabando por prender 45 operários, os quais viriam a ser submetidos a violentos interrogatórios no posto policial da vila.
Posteriormente, Acácio José da Costa, será enviado para o Tarrafal, integrando a primeira leva de prisioneiros que inauguram o campo de concentração.













