Setúbal - «Sebastião da Gama (1924-1952) o homem de sempre no seu tempo»Papel e a vertente do poeta enquanto cidadão de uma sociedade em mudança

Por Jornal Rostos
O papel e a vertente de Sebastião da Gama enquanto cidadão de uma sociedade em mudança foi explorado ontem à tarde numa palestra realizada na Biblioteca Pública Municipal de Setúbal, no âmbito das comemorações do nascimento do poeta azeitonense.
“Sebastião da Gama (1924-1952) o homem de sempre no seu tempo” deu tema à palestra conduzida por Pedro Marquês de Sousa, vice-presidente da Associação Cultural Sebastião da Gama, que no encontro realizado no auditório da biblioteca procurou ir mais além da obra literária do poeta.
O percurso de vida dos curtos 27 anos, a par do contexto político-social da época, tanto em Portugal como no mundo, foram alguns dos ângulos de abordagem da palestra, enquadrada no programa comemorativo promovido pela Câmara Municipal de Setúbal e pela Associação Cultural Sebastião da Gama.
O encontro incluiu ainda a leitura, por elementos da Casa da Poesia de Setúbal, de poemas da obra poética e literária de Sebastião da Gama “Cabo da Boa Esperança”, de 1947, que este ano assinala sete décadas de edição, assim como a apresentação de manuscritos do poeta por Cunha Bento.
A sessão, dinamizada ao longo de duas horas, contou também com a participação do professor e investigador João Reis Ribeiro, que partilhou com o público dois poemas inéditos de Sebastião da Gama e abordou pormenores da vida do homenageado, que ontem faria 93 anos.
O programa comemorativo em memória e de agradecimento a Sebastião da Gama incluiu ainda, ontem de manhã, uma homenagem na estátua erigida ao poeta na Praça da República, em Vila Nogueira de Azeitão, com a deposição de flores.
Sebastião Artur Cardoso da Gama nasceu a 10 de abril de 1924, em Vila Nogueira de Azeitão, tendo completado a licenciatura em Filologia Românica em 1947 na Faculdade de Letras de Lisboa.
“Serra-Mãe”, de 1945, foi a primeira obra do poeta editada em vida, seguindo-se “Cabo da Boa Esperança”, de 1947, e “Campo Aberto”, 1951.
No dia 7 de fevereiro de 1952, Sebastião da Gama morre, com apenas 27 anos, vítima de tuberculose renal, doença que sofria desde a adolescência.
Fonte - CMS













