Saltar para o conteúdo
Moldura

As velas dos moinhos e as velas da embarcação muleta em construção são ícones do Barreiroafirma o Presidente da CMB, Carlos Humberto de Carvalho

António Camarão frisou o caráter “emblemático” e “simbólico” que os moinhos têm para os barreirenses, numa zona paisagem natural, “modelada pelo homem”.

João Paulo Lopes falou do território e apresentou o pensamento e visão para o local, onde existe memória da existência de mais de uma dezena de moinhos de vento e de outros tantos de maré.

2 min de leitura
As velas dos moinhos e as velas da embarcação muleta em construção são ícones do Barreiro afirma o Presidente da CMB, Carlos Humberto de Carvalho

Por Jornal Rostos

Na tarde de sábado, dia 23, realizou-se, junto ao Moinho de Vento Nascente de Alburrica, uma Conversa sobre o Património Moageiro e a Classificação de Interesse Municipal do Sítio de Alburrica e do Mexilhoeiro e o seu Património Moageiro, Ambiental e Paisagístico.

Na sessão, marcaram presença Jorge Miranda, CEO da Etnoideia, empresa especializada no desenvolvimento Rural, Molinologia e Etnoturismo, responsável pelo projeto de reabilitação do Moinho, os técnicos da Autarquia, do Espaço Memória, António Camarão, e o Chefe da Divisão de Planeamento Ambiente e Mobilidade, João Paulo Lopes, e o Presidente da CMB.

António Camarão frisou o caráter “emblemático” e “simbólico” que os moinhos têm para os barreirenses, numa zona paisagem natural, “modelada pelo homem”.

João Paulo Lopes falou do território e apresentou o pensamento e visão para o local, onde existe memória da existência de mais de uma dezena de moinhos de vento e de outros tantos de maré. O técnico municipal referiu a orientação para a “preservação e requalificação das frentes ribeirinhas” e os seus patrimónios vários, e enfatizou o caráter turístico daquele local, tão próximo Lisboa, como “algo que pode ser potenciado”, contemplando a “eventualidade de criar redes” ao nível da margem sul – “não competir mas cooptir”, disse.
“Aqueles milhões de pessoas [em Lisboa] não lhes passa pela cabeça a excelência que há aqui”, disse Jorge Miranda. Os moinhos refletem conhecimentos do Sec. XVIII, que, disse, “são, na sua génese: investigação, tecnologia de ponta”.
O especialista reconheceu, também, o potencial turístico da zona: “É preciso vir a primeira vez… depois vem-se muitas vezes”.
O moinho nascente tem uma inclinação de 4cm, fruto da erosão, pelo que terá que haver alguma intervenção para corrigir esta situação, informou o Presidente da CMB. Carlos Humberto de Carvalho salientou que as velas dos moinhos e as velas da embarcação muleta, nesta altura, em processo de construção, são ícones do Barreiro.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção