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Prémio Literário Cidade de Almada e Prémio Literário Maria Rosa ColaçoLuís Aguiar e José Gardeazabal vencem concursos literários promovidos pelo município de Almada

Luís Aguiar venceu a 33.ª edição do Prémio Literário Cidade de Almada – Poesia, com a obra Nunca o Verão se Demorara Assim nos Lábios.
Já José Gardeazabal foi distinguido pela 16.ª edição Prémio Literário Maria Rosa Colaço, dedicada à literatura infantil, com o original A Fábula do Elefante.

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Prémio Literário Cidade de Almada e Prémio Literário Maria Rosa Colaço Luís Aguiar e José Gardeazabal vencem concursos literários promovidos pelo município de Almada

Por Jornal Rostos

Os galardões foram atribuídos este sábado, 4 de setembro, no Fórum Municipal Romeu Correia – Sala Pablo Neruda.
Em 2021, integraram as competições 447 obras originais.
A cada um dos autores premiados a Câmara Municipal de Almada atribuiu um prémio no valor de cinco mil euros.

Prémio Literário Cidade de Almada – Poesia

Nunca o verão se demorara assim nos lábios, da autoria de Luís Aguiar, «é um conjunto de poemas que acolhem sentidos amorosos associados a cativantes imagens centradas no mundo da natureza. A poesia progride neste original por uma narrativa interna eminentemente pessoal, com um alcance de memória e paz que só a infância possibilita e que a idade adulta recebe com gratidão. A linguagem situa-se num sólido patamar de apuro retórico e estilístico, mostrando um autor seguro de si e com aquele tipo de conhecimento poético que só um bom leitor de poesia consegue transformar em mestria», de acordo com o júri do Prémio Literário Cidade de Almada 2021.
Promovido pela Câmara Municipal de Almada, o Prémio Literário Cidade de Almada é considerado uma referência nacional na área da literatura e na promoção da criação literária em língua portuguesa.

Prémio Literário Maria Rosa Colaço – Literatura infantil

Na obra A Fábula do Elefante, José Gardeazabal «celebra a literatura pela qualidade poética no uso da palavra e pelo universo único que consegue criar. O diálogo aberto com Saint-Exupéry é inteligente, sensível e surpreendente, transportando-nos para emoções associadas à infância, como a estranheza, o humor e a fantasia. Com ternura e envolvimento, interpela o leitor sem limites de idade, como qualquer boa obra de literatura infantil», como descreve o júri do Prémio Literário Maria Rosa Colaço 2021.
Organizado pela Câmara Municipal de Almada, o Prémio Literário Maria Rosa Colaço pretende homenagear a ilustre escritora e incentivar a criatividade literária de autores portugueses, nos domínios da literatura infantil e juvenil.

Sobre os autores

Luís Aguiar nasceu em Oliveira de Azeméis e reside há vários anos na cidade de Águeda. Foi colaborador assíduo do Diário de Notícias (DN Jovem) entre 2001 e 2007. Tem 10 livros de poesia publicados e foi galardoado em dezenas de prémios literários desde 1999, o Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres (2019), Prémio de Poesia Judith Teixeira (2017), Prémio Literário Manuel Maria Barbosa do Bocage (2016), Prémio Literário Francisco Guerreiro (2010), Prémio Literário Irene Lisboa (2009), 2.º classificado no Prémio Internacional Sepé Tiaraju de Poesia Ibero-Americana (2009), Menção Honrosa no Prémio Literário Florbela Espanca (2007), Prémio Literário São Domingos de Gusmão (2007), Prémio Literário Afonso Lopes Vieira (2006), Premio del Concorso Internazionale di Poesia Castello di Duino – Trieste, Itália (2005), Menção Honrosa no Grande Prémio Nacional de Poesia Natércia Freire (2005), Prémio Nacional de Literatura Juvenil Ferreira de Castro (2000).

José Gardeazabal (pseudónimo de José Tavares) nasceu em Lisboa, onde vive atualmente. Trabalhou e estudou em Luanda, Aveiro, Boston e Los Angeles. O seu livro de poesia, história do século vinte, distinguido com o Prémio INCM/Vasco Graça Moura, foi editado em 2016, ano em que publicou também Dicionário de Ideias Feitas em Literatura, uma coletânea de prosa curta. Em 2017, editou três peças de teatro, reunidas na obra Trilogia do olhar. Em 2018, a Companhia das Letras lança o seu primeiro romance, Meio Homem Metade Baleia, finalista do Prémio Oceanos, um dos mais importantes da literatura de língua portuguesa, traduzido em 2019 para o castelhano. A Melhor Máquina Viva, o seu segundo romance e o primeiro volume da Trilogia dos Pares, considerado pelos jornais Expresso e Público um dos melhores livros de 2020. Em 2021 publicou o seu terceiro romance, Quarentena Uma História de Amor, e o seu segundo volume de poesia Viver Feliz Lá Fora, parte da série Líricas.

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