Sobre a história de Alcácer do SalEdição História da National Geographic Portugal deste mês com artigo de 16 páginas

Por Jornal Rostos
Este “mil-folhas”, segundo a publicação, tem início com a ocupação fenícia, revelada pelos vestígios da feitoria de Abul (Monte Novo de Palma) no séc. VI a.C., passando depois pela ocupação indígena (séc. III a.C.), pela anexação ao Império Romano (no séc. I a.C.) e, mais tarde, pela ocupação muçulmana do Baixo Sado (séc. VIII), entre outros momentos históricos relevados na reportagem. Ao longo do artigo é igualmente destacado o espólio recolhido nas sucessivas escavações levadas a cabo no concelho que, segundo o autor, “comprova a matriz oriental e constitui um dos maiores espaços funerários ibéricos”.
Há espaço para uma referência à arqueóloga do Município de Alcácer, Marisol Ferreira, no destaque aos materiais cerâmicos - como as inúmeras lucernas que compõem o Museu Pedro Nunes -, que “permitem quantificar o tráfego comercial da Antiguidade e especificar de onde vinham alguns dos produtos que chegavam à costa atlântica”.
Por fim, as indispensáveis referências à importância da Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal, “descoberta na década de 1990 durante as obras para acolhimento da Pousada Dom Afonso II, que permite recuar até à Idade do Ferro e ao séc. VII a.C., avançando depois, no elevador da história, até aos períodos romanos e medievais”, assim como à descoberta dos Fornos da Herdade do Pinheiro (encontrados no final da década de 1960) e, mais recentemente, do grande mosaico destapado em abril de 2022 no Porto da Lama, perto de Santa Catarina de Sítimos.
Recorde-se que esta edição da revista História da National Geographic Portugal foi apresentada na Biblioteca Municipal de Alcácer do Sal na passada sexta-feira (28 de julho de 2023), tendo a cerimónia contado com a presença do diretor da revista, Gonçalo Pereira Rosa.













