Manhã e Noite de Jon Fosse é um livro majestosoPor Ana Gonçalves
Barreiro

Por Jornal Rostos
O livro divide-se em duas partes e a primeira inicia com o nascimento de Johannes, pelas mãos de uma parteira experiente que chegara à casa da família, situada numa pequena ilha, de barco a remos. O acontecimento é vivido com alegria. A criança teria o nome do avô e seria pescador como o pai.
Na segunda parte do livro, deparamo-nos com um homem velho, com as dores associadas à idade, Johannes, já reformado. Entre avanços e recuos, vamos conhecendo a sua família e as relações estabelecidas ao longo dos tempos.
Inevitavelmente, a vida avança, dia após dia, e repete-se, todas as manhãs, todas as noites. Entre o real e o imaginário, este homem caminha para a morte, que é uma passagem. Quem melhor que um velho amigo pescador para o levar para esse lugar cheio de amor?
A escrita é poética, com parca pontuação, o que nos permite escolher o ritmo adequado para uma leitura encantadora sobre o ciclo da vida. O título reúne duas palavras que, metaforicamente, nos remetem para o início e o fim, o nascimento e a morte.
Ana Gonçalves













