Na Biblioteca Municipal do SeixalHistórias da Mulher Que Lia, com Cristina Taquelim e Ana Santos

Por Jornal Rostos
Partindo da escuta de histórias de vida, relatos, contos e encomendações, esta sessão de contos propõe um itinerário narrativo inspirado na tradição oral portuguesa, tendo o Alentejo como pano de fundo. Com textos originais de Cristina Taquelim, criados para o espetáculo, e de temas musicais interpretados por Ana Santos, promove-se o encontro entre palavra, música e memória coletiva.
«Com entrada livre, esta atividade, integrada nas comemorações do Dia Internacional da Mulher, junta a música e o texto, trazendo a imensidão da riqueza cultural do Alentejo, tão presente no nosso concelho do Seixal», refere o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Paulo Silva.
«De todas as histórias fantásticas que já ouvi contar sobre o desejo, talvez a história de Lucília seja aquela que mais me impressionou. Era rara entre as aldeias e montes em redor, pois sabia ler e dar forma de letra às palavras e sonhos da sua gente», refere a sinopse da peça.
Cristina Taquelim (Lagos, 1964) é mediadora de leitura e contadora de histórias. É licenciada em Psicologia Educacional e pós-graduada em Ciências Documentais. Até 2019, fez da Biblioteca Municipal de Beja uma segunda casa, onde, ao longo de 30 anos, coordenou destacados projetos de mediação de leitura e narração oral. Desenvolve atividades como narradora e pesquisadora de cultura popular desde 1990. Hoje trabalha em processos de mediação cultural e desenvolvimento humano, envolvendo literatura, narração oral, património oral e em performance narrativa. Faz parte do coletivo Chão Nosso.Crl. Dos livros publicados em Portugal e no Brasil desde 2008 destacam-se: «Quase contos» (2022) pela Chão Nosso; «Teodora e o Mistério dos Cachapins» (2021) e «Avó do Coração» (2019) pela Ed. Zero a Oito, e «Corrupio» ( 2013) pela Ed. Lê.
Ana Santos (Beja, 1992) é compositora e multi-instrumentista, sendo os seus principais instrumentos o violino, violino-barítono e a viola campaniça. Estudou Arqueologia na Universidade de Évora, mas foi na área de Musicologia que se licenciou e é mestre em Estudos Artísticos pela Universidade de Coimbra. Além do seu trabalho como instrumentista, compõe regularmente para cinema, podcasts e espetáculos de teatro e dança. É cocriadora e membro integrante dos espetáculos Elemento Árabe, com o Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa, RAIA e Ricardo Falcão, e Além Cabul, que junta músicos de vários cantos do mundo numa viagem entre o Afeganistão e o Alentejo. Desenvolve um projeto de contos e música com a contadora de histórias Cristina Taquelim, é membro integrante da banda de Celina da Piedade e tem colaborado com vários artistas como Eduardo Paniagua, Rodrigo Leão, Conjunto!Evite, além de orquestras e outros projetos artísticos. Lançou em 2025 o seu primeiro trabalho discográfico em nome próprio, «Água e tudo o que ressoa».













