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Moldura

“Uma Questão de Timing”, pelo Teatroesfera

O Teatroesfera aqueceu o público que esgotou todo o fim de semana o Espaço Teatroesfera. Não podia ser mais feliz este momento, ou ‘timing’, desta Companhia que surpreendeu os espectadores e tem em cena um dos melhores êxitos da temporada.

Será talvez, uma das noites mais hilariantes e deliciosas, do momento, um Teatro impregnado de inteligência e optimismo, que deixa no público um grande sorriso e vontade de voltar.

3 min de leitura

Por Jornal Rostos

Uma Questão de Timing, um magnífico texto de David Ives, que será, talvez, “o escritor de peças curtas mais engraçado da América de hoje”.

Ficha Técnica e Artística:

Encenação, dramaturgia e cenografia: Philippe Leroux

Tradução, adaptação e cenografia: Paulo Oom

Figurinos: Paulo Guimarães

Iluminação: El Duplo

Actores: Paula Sousa, Paulo B., Paulo Oom, Quimbé, Rita Cruz e Teresa Faria

(De 4ª a Sábado às 21h30 e Domingos às 16h00)

Preços dos bilhetes:

Público em geral – 8€

Amigos “Teatroesfera”, Estudantes e + 65 anos – 6€

O mundo, segundo David Ives, é um local muito estranho, e as suas peças constituem um teste virtual de stress à linguagem – e à capacidade de desorientação e prazer do público. “Teatro que põe o cérebro a fazer aeróbica e faz cócegas ao coração...” As suas peças não são só mordazmente divertidas, são metáforas dramáticas que ridicularizam sem piedade as nossas pretensões. Todo o esforço humano é predestinado à farsa, e é a nossa insistência em nos comportarmos de acordo com as noções de conveniência, que dá asas a David Ives para penetrantes observações num estilo centrado na linguística. Não há ninguém que escreva hoje e nos revele com tanta consistência e claridade o modo como vivemos e representamos os nossos questionáveis, segundo Ives, tempos modernos.

Os personagens de Ives andam por buracos negros chamados “Filadelfias”, onde os mais simples desejos são deturpados de forma hilariante.

Chimpanzés com os nomes Milton, Swift e Kafka estão fechados numa sala onde se espera que eles recriem o “Hamlet”. E um vigarista dá cursos de uma linguagem dúbia em que “olá” se traduz “bola” e “carteira” diz-se “caloteira”.

David Ives nasceu nos arredores de Chicago. Membro da Faculdade da Universidade de Nova Iorque e Columbia, recebeu em 1994 o prestigioso Outer Critics Circle Palyright Award por All in the Timing. Foi eleito – pelo New York Magazine – um dos 100 americanos mais inteligentes.

Ives é um cómico mordaz que voltou a pôr teatra na escrita teatral.”

Críticas:

“Teatro que põe o cérebro a fazer aeróbica e faz cócegas ao coração... Ives é um cómico mordaz que voltou a pôr teatra na escrita teatral”

Time

“Ives é fantástico... mágico e divertido... um mestre da linguagem. Ele usa as palavras pelos seus significados, sons e associações, rodeando conceitos de uma forma nunca vista ou ouvida antes. Absolutamente original.”

The New York Times

“Hilariante… brilhantemente calculado… a fragilidade da comunicação demonstrada com uma sedutora habilidade... e virtude de carácter.”

The New York Post

“David Ives será, talvez, o escritor de peças curtas mais engraçado da América de hoje.”

The Columbus Dispatch

“David Ives é o tal. Não me lembro de quando um dramaturgo me tenha deliciado e surpreendido mais... Inteligentemente acessível e humano... estes postais dos estranhos limites são momentos de raro prazer que apenas nos fazem desejar mais.”

The New York Observer

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