Temporada Gulbenkian de Música e Dança
Grande Auditório Gulbenkian
Quinta, 6 de Janeiro, 21h00
Sábado, 8 de Janeiro, 19h00
Por Jornal Rostos
Orquestra Gulbenkian
Lawrence Foster Maestro
Maria Guleghina Soprano
Grandes Heroínas Verdianas II
Giuseppe Verdi
Otello: “Salce salce”; “Ave Maria”
Macbeth: “Una macchia”
Il Trovatore: “Tacea, la notte placida”
La Traviata: “È strano… Sempre libera”
Attila: “Come fuggente nuvolo”
Ernani: “Ernani, involami”
Maria Guleghina regressa ao Grande Auditório Gulbenkian propondo uma incursão por algumas das mais belas páginas do legado de Giuseppe Verdi. Um programa evocando as grandes heroínas do canto verdiano, cuja transcendência emana da intensidade dramática que o compositor explorou em nuances expressivas sublimes, que tocam em profundidade a verdade das emoções humanas. Um percurso que inclui árias extraídas das óperas Otello (Desdemona), Macbeth (Lady Macbeth), Il Trovatore (Leonora), La Traviata, Attila (Odabella) e Ernani (Elvira). Trata-se de personagens que Maria Guleghina conhece em toda a sua dimensão vocal e desenvolvimento dramatúrgico pois já as representou em alguns dos principais palcos operáticos europeus, em concreto no Scala de Milão, na Metropolitan Opera e na Royal Opera House – Covent Garden.
Maria Guleghina é hoje uma referência no repertório da ópera italiana dos séculos XIX e XX, aliando a forte presença em palco consagrada por uma voz poderosa de soprano dramático com um trabalho de caracterização psicológica e representação dramatúrgica de grande seriedade e rigor.
Entre as suas apresentações internacionalmente aplaudidas, Maria Guleghina destacou-se em praticamente todos os grandes papéis femininos do canto verdiano, com destaque ainda para a sua Abigaille (Nabucco) e o papel protagonista de Aída. Destaque ainda para as suas incursões no verismo italiano e sobretudo na produção de Giacomo Puccini, muito em particular na Tosca.
Tendo-se apresentado em praticamente todos os principais palcos operáticos do mundo, Maria Guleghina é hoje uma cantora que pode assumir-se como tendo investido o seu trabalho ao longo de duas décadas, em grande medida por via das solicitações, numa direcção muito precisa, especializando-se assim na ópera romântica italiana, tendo como núcleo duro o génio de Verdi.













