Palmela – Teatro S. João750 CRIANÇAS DAS ESCOLAS EM DELÍRIO
Por Jornal Rostos
No passado dia 6 de Janeiro, a Junta de Freguesia de Palmela, festejou o DIA DE REIS, através de uma acção cultural concertada com o Grupo de Animação e Teatro Espelho Mágico, no Cine Teatro S. João, num evento envolvente e de carácter pedagógico que ultrapassou a simples oferenda de importação / exportação. Mais uma vez a peça de teatro musicado “Era uma vez na floresta”, levou emoção e surpresa, a um público muito exigente: crianças. Mais curioso ainda... foi verificar que... também os professores (agentes importantes na formação dos pequenos profetas vindos do futuro)... presentes nas cadeiras daquela sala de cultura ficaram fascinados com a magia do “faz de conta”, talvez percebendo que o teatro é uma universidade popular e que, por isso mesmo, em esforço e animando princípios que estão a rarear em muitas escolas portuguesas, pode servir como semente na grande construção da nova e afigurada casa humana. As crianças constituem um público exigente, não fazem frete, ou gostam ou não gostam. O que quer dizer que no teatro, tal como na escola, tem que se fazer um trabalho bem feito. Um trabalho a cair para a paixão. Em suma: Causador de empatia e interesse e, ao mesmo tempo, longe das noções da vida competitiva e das falsas literaturas pseudo-intelectuais.
A vida à séria não é um Big Brother, nem a Quinta não sei de quê(?), mas... o teatro sério pode ajudar os cidadãos (independentemente da idade) na escolha diária de caminhos e produtos na sociedade. Querem um exemplo: Há quatro anos, José Maria deixou a sua Barrancos de sempre, para entrar na casa da fortuna. A sua falta de preparação valeu-lhe a vitória no concurso, fama, dinheiro e... infelizmente, esta horrorosa sensação que hoje o tolhe: ser um ídolo com pés de barro. Para ele, agora, tudo está a ruir!!! Abandonado pelos que dele se aproximaram e aproveitaram enquanto teve dinheiro e vendeu a sua imagem de marca, a vida de José Maria entrou num plano inclinado. É o equivalente a uma licenciatura sem verdade, conseguida através da farinha amparo. Sem estudo, nada pode acontecer de bom entre o nascer e o pôr-do-sol. Tantas e tantas vezes o homem deste civilizado milénio tem olhado para o seu passado infeliz que está em risco de perder as fronteiras da dignidade e a vontade expressa de querer construir uma sociedade mais fraternal, alegre, livre e comum. Foi com este espírito de entreajuda aos mais jovens que Gabriel Baptista, Presidente da Junta de Freguesia de Palmela, construiu “O DIA DOS REIS DA TERNURA NA SALA MAIS NOBRE DA VILA”. Afinal para que serviu o 25 de Abril? Também foi para construir o ser humano em consciência de valores. E assim acabou a festa com um canto escrito por Fernando Guerreiro rumo ao amanhã:
“Brindar vamos brindar
À nossa festa que agora vai terminar
Brindemos todos num só grito de verdade
Vamos brindar pelo bem e pela amizade.”
RICARDO CARDOSO













