Saltar para o conteúdo
Moldura

21º FESTROIAUM FESTIVAL MARCADO PELA QUALIDADE

“Fiel às suas preocupações e objectivos, o Festroia apresenta ao público, nesta 21ª edição, um programa cinematográfico de grande qualidade e consideravelmente diversificado.” –foi referido em conferência de imprensa de apresentação do 21ºFESTRÓIA.

4 min de leitura
21º FESTROIA UM FESTIVAL MARCADO PELA QUALIDADE

Por Jornal Rostos

“Como já temos dito noutras ocasiões, a qualidade fílmica do nosso Festival depende em grande parte do nível de qualidade que a produção cinematográfica tenha atingido no ano anterior. E esse nível, no período que o Festroia documenta, foi sem dúvida consideravelmente elevado. As obras que integram as secções competitivas contam-se entre as melhores que nos últimos meses foram apresentadas internacionalmente, além de que, no seu conjunto, documentam as preocupações dos seus criadores com os grandes problemas do nosso tempo, e com os quais o público português não pode deixar de se identificar.” –foi salientado.

Atrair público jovem

“Este ano, temos a satisfação de voltar a apresentar a secção de Independentes Americanos, cuja suspensão suscitara tantos reparos, e inclusive deu origem a numerosos pedidos para que voltasse à programação do Festival. E assim, mercê de alguns sacrifícios, e também do apoio de um dos nossos colaboradores norte-americanos, Sandy Mandelberger, regressam os Independentes Americanos, que há muito se revelaram uma das secções mais apreciadas do Festroia, sobretudo por parte do público mais jovem.”- refere a nota divulgada aos órgãos de comunicação social

Cinema de Moçambique

“Mas outros motivos de interesse cinematográfico preenchem a programação do 21º Festroia, que continua empenhado em apresentar ao público o Cinema que não tem oportunidade de ver nos ecrans comerciais. É de assinalar, em particular, a homenagem à cinematografia da Finlândia, uma das mais artísticas e imaginativas que se fazem na Europa, assim como uma mostra dedicada ao Cinema de Moçambique. Esta será uma oportunidade rara de ver como um país estruturalmente pobre, enfrentando desequilíbrios e instabilidade quase permanentes, conseguiu assim mesmo não descurar a criação cultural, tendo já atingido uma qualidade que tem sido muito justamente premiada em festivais europeus e africanos. Esperamos ter entre nós alguns cineastas moçambicanos, para nos falarem do seu trabalho e do que representa hoje a produção cinematográfica no seu país.” –salienta a organização do Festival.

Apresentação dos "Shooting Stars"

“Este ano reduzimos o número de películas a exibir, corrigindo deste modo a experiência do ano passado, em que foi apresentado o maior número de filmes de sempre: mais de 150. Enquanto não for possível dispor de uma terceira sala de projecção, em Setúbal – a qual, aliás, também faz falta a outras manifestações -, será pouco razoável ultrapassar a centena de filmes, número que permitirá ao público fazer as suas escolhas de forma mais satisfatória, sem a frustração de perder diversas obras apenas porque não existem meios de as projectar duas vezes.”-sublinha-se.
E, por outro lado refere-se que – “Entre os acontecimentos paralelos à exibição cinematográfica, é obrigatório assinalar a apresentação dos "Shooting Stars", nome por que são conhecidos os novos talentos revelados este ano, segundo a eleição realizada pelo European Film Promotion. A escolha do Festroia para esta apresentação, depois do anúncio oficial feito em Berlim, é prova do apreço que as organizações internacionais nutrem pelo nosso Festival, dando-nos assim a primazia na oportunidade de revelar no nosso país os acontecimentos internacionais mais relevantes. Registe-se, aliás, que também este ano o Festival apresentará os filmes nomeados para o Prémio Fassbinder, o que acontece pela terceira vez.”

Seminário novos talentos

A finalizar a organização do FESTRÓIA sublinha que – “Em coincidência com esta cerimónia, o Festival organiza uma reunião internacional em que serão debatidas as questões que se prendem com a revelação de novos talentos, assim como os obstáculos que se levantam à afirmação e consolidação das respectivas carreiras. Trata-se de uma oportunidade rara para debater problemas que também dizem respeito aos jovens actores portugueses, igualmente afectados pelas condicionantes que enfrentam os seus colegas europeus.
Na crise que se abateu sobre o Festroia nestes dois últimos anos, devido à carência de apoios do Ministério da Cultura, os meios de comunicação social desempenharam um papel da maior importância na divulgação das nossas posições e na defesa dos nossos interesses, que são aliás os interesses culturais das populações. Os jornais e as rádios do Distrito, em particular, tiveram uma actuação excepcional no apoio ao Festroia, e a esse facto se deveu em grande parte o impacto que o problema teve na opinião pública. Esperamos sinceramente que continuem a dispensar-nos o seu apoio, quer na divulgação mais ampla desta manifestação cultural, quer na defesa dos interesses culturais da populosa região onde estamos implantados.”

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção