Barreiro no Tempo"A desaparecida Igreja de S. Francisco”

Por Jornal Rostos
Da autoria de Fernando Carvalho da Mota/Arquivo Municipal do Barreiro, a publicação recorda a antiga Igreja de S. Francisco, outrora situada entre a Rua Miguel Bombarda e a Travessa das Cordoarias (actual prolongamento da Avenida Alfredo da Silva).
O registo mais antigo de uma construção religiosa no local remonta a 1492. Aquando das “Visitações” efectuadas pela Ordem de Santiago, é referida a Ermida de S. Sebastião (da qual subsiste um portal manuelino, património municipal). Seria esta ermida que depois do terramoto de 1755 viria a dar origem à Igreja de S. Francisco. Tendo caído no abandono em meados do século XIX foi entregue pelo Governo Civil do Distrito à Junta de Paróquia de Santa Cruz do Barreiro em 1878. A Igreja de S. Francisco, apesar de degradada, continuou aberta ao culto - principalmente durante a procissão do Senhor dos Passos - até 1911, apesar de, desde 1893, funcionar no seu antigo quintal e edifícios anexos a Abegoaria Municipal (os serviços de higiene e limpeza da edilidade).
Em 1915 passa definitivamente para a posse da Câmara Municipal do Barreiro que instala no interior do corpo da antiga igreja uma oficina de ferreiro e carpintarias.
Em 1954 a Câmara Municipal do Barreiro decide doar os terrenos e edifícios da Igreja de S. Francisco ao Patriarcado de Lisboa, com o propósito de a reabrir ao culto.
Contudo, o Patriarcado decide vender os terrenos utilizando os fundos para a fábrica da Igreja de Santa Maria. Os terrenos agora na posse da “The Anglo-Portuguese Telephone Company” seriam destinados a um melhoramento aplaudido no Barreiro: a instalação da primeira estação automática de telefones. Para tal, a Igreja de S. Francisco foi totalmente demolida, restando dela apenas as imagens captadas pela película do fotógrafo barreirense Augusto Cabrita, que fixou os seus últimos momentos em 1957.
“A Tauromaquia no Barreiro. Uma Figura: Armando Soares”
No dia 17 de Agosto, decorre mais um lançamento do livro no âmbito do projecto Barreiro no Tempo. “A Tauromaquia no Barreiro. Uma Figura: Armando Soares”, também de Fernando Carvalho da Mota, é um pequeno estudo biográfico que dá a conhecer o percurso de um prestigiado lidador português, nascido no Barreiro, de nome Armando Soares.
Remontando ao ano de 1737 as primeiras referências à arte tauromáquica no Barreiro, com a preparação de uma arena taurina num baldio municipal situado frente à actual igreja Nª Sª do Rosário, desde sempre que esta arte tem conhecido aficionados no Barreiro.
Nascido em 1931, Armando Soares viria a tourear pela primeira vez na vila barreirense no ano de 1946. A partir daí, toureou em diferentes praças de Portugal, mas também em Espanha, França, África, México e Califórnia.
Do currículo de Armando Soares consta a actuação de 130 tardes em Espanha, 100 corridas na América, tendo actuado por 400 vezes no seu país natal.













