Idas ao Teatro no Barreiro“O Mistério da Camioneta Fantasma”

Por Jornal Rostos
O preço do bilhete é de 6,25€. Para mais informações, pode contactar-se a Bilheteira do AMAC pelo número de telefone 21 214 74 10 ou através do e-mail amac-bilheteira@mail.telepac.pt.
A partida, no dia 27, é efectuada às 20h, junto à Estátua Alfredo da Silva.
“O Mistério da Camioneta Fantasma” – Ficha Técnica
Texto e Encenação: Hélder Costa
Cenografia: José Manuel Castanheira
Figurinos: Maria do Céu Guerra
Elenco: Rita Fernandes, Luís Thomar, André Nunes, Bruno Cochat, Patrícia Adão Marques, Pedro Borges, Ruben Garcia, Sérgio Moras, Susana Costa e João D’Ávila
No dia 19 de Outubro, deu-se mais um golpe militar contra um governo republicano. Demissão do Ministério e nem soou um tiro.
O golpe nascera na Armada e tinha a chefiá-lo um dos heróis do 31 de Janeiro, o Tenente-Coronel Manuel Maria Coelho.
Tratava-se, portanto, de um golpe de esquerda contra o governo de António Granjo, prestigiado combatente transmontano nas forças republicanas que se opusera a Paiva Couceiro.
Este governo imprimia medidas impopulares para tentar equilibrar a bancarrota e combater o desemprego e a miséria da pós-guerra.
Entretanto, durante o dia e a noite, uma camioneta começou a percorrer a cidade raptando e assassinando figuras importantes da República: o primeiro-ministro António Granjo, Machado Santos, o herói da Rotunda, Carlos da Maia, o comandante do navio D. Carlos que tinha atacado o palácio real no 5 de Outubro e Almirante Botelho de Vasconcelos.
Conduzida por marinheiros, essa camioneta de morte provocou um enorme choque emocional na sociedade que se dispôs a castigar os autores desses assassinatos de lesa-Pátria e lesa-república. Os autores foram presos e vários oficiais absolvidos, num processo que também se quis julgador da esquerda republicana. Tudo estava resolvido mas, para várias pessoas, o processo tinha várias zonas escuras.
E Berta Maia, a viúva de Carlos da Maia, dispôs-se a investigar quem poderiam ser os investigadores e autores morais desses crimes. Depois de vários encontros com o marinheiro que chefiava a carrinha, Abel Olímpio, o Dente de Ouro, este confessou que tudo tinha sido uma conspiração monárquica destinada a eliminar os autores do 5 de Outubro e que a táctica seguida era a de “infiltrar e depois espalmar os movimentos revolucionários”. O que foi feito com sucesso.
Perante estes novos dados, que se passou? Nada. Entretanto dera-se o golpe do 28 de Maio e foi decretado silêncio absoluto sobre os acontecimentos da noite sangrenta.













